quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Memória 107 (Rainha do Baile)

Bailes de Gala - Aniversário da cidade (1970) - Nos anos 70/80 o Salgadense Esporte Clube promovia grandes bailes de gala. O principal deles comemorava o aniversário da cidade com um concurso de beleza entre as jovens salgadenses. Na foto: o dirigente do clube Paschoal Pompílio, a princesa Aldair Silva (casou-se com Pedro Giamatei), a rainha Maria Tereza Posseti (casou-se com Nildemar Marques) e o mestre de cerimônias Norival Cabrera.
(foto: Álbum de Aldair Giamatei)

Histórias dos Bailes de Gala do Salgadense: (CLIQUE AQUI)

Camisada

Wilson Gasques, o famoso Camisada, sempre foi conhecido pelo jeito característico de falar aos arrancos, emendando frases, comendo letras e misturando palavras. Funcionário da Prefeitura, numa determinada época trabalhava no almoxarifado. Naquele tempo não existia telefone celular e a administração mantinha contato com os motoristas através do rádio-amador.

Certo dia foi chamado ao setor de rádio para atender um motorista que pedia socorro. Sem estar habituado à linguagem dos rádios amadores, pediu explicações e o motorista esclareceu:

- Camisada, o ônibus quebrou aqui perto do Cachorro Sentado, acho que é o motor, câmbio.

- Quebrou o motor ou o câmbio?

- Foi o motor Camisada, câmbio.

- Digaça, parece que você não entende nada de mecânica...

- Entendo um pouco sim, Camisada, pifou o motor, manda socorro, câmbio.

- Calai, impossível ter quebrado, esse câmbio é novinho...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Memória 106 (Joaquim Dourado)


Joaquim Dourado - Por muitos anos, seu Joaquim foi proprietário de uma oficina do tipo conserta-tudo, nos altos da Avenida Antonino José de Carvalho. Casado com dona Noêmia dos Santos Dourado, era pai de Nilson, Nilton, Rosângela e Placídio. Placídio Dourado é o atual proprietário do antigo Bar do Zé do Peto, na esquina da Avenida Antonino com a Rua Vicente Rodrigues Mendonça.
(foto: Álbum de Placídio Dourado)

Vande Outra Vez

Vande Mendonça trabalhou na agência do Banco Real que existiu nos anos 70/80 em General Salgado, instalada na esquina da Avenida Antonino com a Rua Nadir Garcia. Naquele tempo os bancos - assim como quase todo o comércio - fechavam para almoço. Antes da bóia os bancários costumavam fazer uma parada estratégica e obrigatória no Bar do Nino Giamatei para abrir o apetite.

Num desses dias, acompanhado de alguns colegas de serviço (Jorge Vieira, Hugo e Angelo Beltran), Vande encostou-se no balcão do Nino e pediu uma cachaça com certa ansiedade, dizendo que naquele dia havia acordado com uma grande vontade de beber. Nino quis entender a história direito e ele se explicou:

- Essa noite eu sonhei que estava andando numa estrada comprida sentindo muita sede, até chegar numa venda. Imediatamente pedi uma pinga para o botequeiro. Ele botou o copo no balcão, encheu de cachaça, e quando eu fui pegar o copo, perguntou se eu queria pura ou com limão. Respondi que preferia com limão. Quando ele se virou para buscar o limão eu acordei. Eu fui muito burro!

- Ué Vande? Burro porquê?

- Porque inventei de pedir limão! Se tivesse pedido pura tinha dado tempo de beber...

Outros causos do Vande: (CLIQUE AQUI).

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Memória 105 (Malukos na piscina)

Carnaval 1988 - Integrantes do Bloco Maluko se refrescando na residência de D. Lúcia e Marino Secches: Carlos José, (não identificada), Carine Chibeni, Andréa Bacalá, Marquinhos Secches, Maurício Fantini, Gappa, Cleire de Almeida, Silvana Javarez, Maurinho, Zoinho e Zeza.
Atualização em 31/20/2011: Maurinho, que depois de vários carnavais tornou-se salgadense em definitivo, casando-se com Marli Cardoso, mandou mensagem para dizer que o penúltimo retratado é o Zoinho e não o Papel. Maurinho, Zoinho, Papel, Tim Tones, Minguinho e Lepô, eram amigos paulistanos do salgadense Bacana que por muitos anos frequentaram os carnavais do Bloco Maluko. Maurinho e Minguinho gostaram tanto da cidade e dos salgadenses que acabaram se fixando em definitivo na terrinha.
(foto: Álbum de Andréa Bacalá Marques). 

Memória 104 (Carnaval 1988)

Carnaval 1988 - A bateria do bloco Tô-que-tô se preparando para animar a festa do Bloco das Piranhas: Marcelo Cruzeiro, Edson Alves (Birolinho), Chiquinho Cervantes, Pedrinho Arruda e Gustão Cervantes.
(foto: Álbum de Andréa Bacalá Marques)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Burrada

Havia longo tempo que o menino vinha atentando o pai e pedindo o presente dos seus sonhos: uma bicicleta. Meeiro de roça num pequeno sítio nas proximidades de São João de Iracema, o pai não dispunha de recursos para tanto, mas prometeu que tentaria satisfazer o desejo do filho se da próxima safra resultasse o lucro esperado.

Passou-se o tempo planejado e dos ganhos do roçado o pai conseguiu apartar uns cobres para "apanhar" uma bicicleta de segunda mão. O menino ficou satisfeito, não cabia em si de tanto contentamento. Tanto que não mais se apartava do presente. O pequeno sítio acabou inteiramente cortado pelos sulcos dos pneus do novo brinquedo, que na hora de dormir era guardado no quarto do dono, ao lado de sua cama.

Numa tarde o pai chamou o menino: "vá lá no pasto de cima buscar o burro". O piquete era perto da casa e nele o burro ficava recolhido para facilitar o serviço quando fosse necessário atá-lo à carroça. Porém, andava escasso de grama e por isso o animal havia sido solto no pasto de cima, onde o capim era mais abundante e vistoso. O menino não se animou a caminhar até onde animal pastava, montou na magrela e saiu pedalando.

Ao ser cabresteado o burro não ofereceu resistência, talvez tenha estranhado um pouco quando a ponta da corda foi amarrada na garupa da bicicleta, mas mesmo assim seguiu adiante, puxado pelo ciclista que seguia em marcha lenta e internamente comemorava o feito, pois havia encontrado uma forma de facilitar os  pequenos serviços que o pai lhe destinava.

Na passagem do pasto para o piquete havia uma chave de arame, um tipo de cancela muito comum na zona rural, e que obriga o transeunte a enroscar o balancim ao qual o aramado é preso em duas alças fixadas num palanque. O ciclista abriu a chave, esperou o burro passar pela cancela, parou a bicicleta e armou seu descanso, acreditando que - preso pelo cabresto à garupa - o asno o aguardaria fechar a passagem. O animal até que entendeu a situação e ficou esperando. O menino encaixou a base do balancim na alça de baixo, e quando se preparava para enroscar a ponta do guatambu na alça de cima ouviu um barulho estranho e virou-se para assistir a uma cena estarrecedora.

Sem perceber, o ciclista havia escorado o descanso em solo arenoso, a bicicleta derrapou vagarosamente e ao atingir o chão produziu na rédea um golpe suficiente para espantar o burro, que estirou e saiu em desabalada carreira no rumo da casa.

A magrela foi sendo arrastada em meio aos murundus, buracos de trilhos e coices do burro, que quanto mais percebia estar sendo por ela perseguido, mais se assustava e acelerava a toada. O animal só mitigou a marcha quando chegou ao portão da morada, também pelo fato de que, no trajeto, algumas partes da magrela foram ficando pelo caminho. Quando o desesperado menino conseguiu alcançar o local onde o burro, ainda espantado, bufava e zunia, levou às mãos à cabeça: do tão sonhado presente só restava a carcaça retorcida da qual nada mais se aproveitava.

Foi preciso esperar outra boa safra para conseguir convencer o pai a comprar-lhe outra bicicleta. Autor da façanha: nosso amigo Luiz Antonio de Souza, o famoso Sapo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Memória 103 (Irmãos Contente - 1942)


Irmãos Contente (1942) - Os filhos do casal Adelina e Vitorino Contente: Cacilda se casou com Natal Mendonça; Edgard, o Déga, casou-se com Inês Giamatei; e Vilma com José Cândido Vieira (Nego Alfaiate). Os pioneiros da família Contente faziam parte de um dos primeiros grupos de imigrantes italianos (ou descendentes) que chegaram à região logo depois da fundação da cidade (anos 30/40).
Atualização em 31/10/2011: Marta Contente enviou mensagem corrigindo o nome de seu pai, Edgard, e o sobrenome de dona Inês, que é filha do famoso Gregório Giamatei.
(foto: Álbum de Ivone Vieira Lopes).

Pitanguinha 2

Essa aconteceu na época em que o saudoso Marcelo Pereira, o famoso Instalação, ainda estava entre nós.

Num dos bares da cidade o Pitanguinha divertia uma turma enquanto filava cigarros e trocados. Puxou um deles pela manga da camisa:

- Ô Instalação, me dá 5 reais...

Sem receber atenção - alguns relembravam casos engraçados enquanto os demais riam e puxavam outros acontecimentos pela memória - ele insistia:

- Ôô Instalação, arruma 5 reais pra mim...

Depois de muita cobrança o cobrado perdeu a paciência.

- Pitanguinha, vai encher o saco de outro. Eu nem sou o Instalação... Eu sou o Gargamel eletricista...

- Ué! Então você é o Instalação sim! Instalação de luz. Me dá cincão aí vai!!!

(veja outros causos do Pitanguinha e do Instalação).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Bar Tribunal 2

No dia 6 de setembro próximo passado consegui cumprir a promessa feita ao amigo salgadense Marcelo Cruzeiro e visitar o Bar Tribunal, na capital paulista. (lembre AQUI).

Visão geral do bar

Contei com a prazerosa companhia de outros salgadenses "capitalistas": Wesley Galhardo, Márcia e Breno Giamatei.

O Bar é grande, muito bonito, bem decorado com peças de antiquário, quadros e máquinas de escrever antigas, ambiente agradável, serviço de primeira, cerveja farta e glacial. E o que mais impressiona: o tempo todo lotado!

Cerveja de primeira qualidade estupidamente gelada.

O bar fechou à meia-noite e o proprietário ainda nos aguentou do lado de dentro até uma e meia.

Cal, Marcelo Cruzeiro e Wesley Galhardo

Para lembrar a nossa General Salgado e homenagear o pai, Marcelo pendurou na parede uma foto do seu Mauro Cruzeiro detrás do balcão da antiga Cantina do Papai.

O Bar Tribunal merece a visita, veja o MAPA AQUI. Endereço: Rua Jericó nº 15 (esquina com Rua Original), Vila Madalena - SP.

Só tenho uma reclamação a fazer: Marcelo não me deixou pagar a conta!
Desse jeito vou ter que voltar...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Memória 102 (Estudantes - Anos 60)


Estudantes salgadenses (Anos 60) - Moema Julia da Silva, Degene May, Marita, Adenir Silva e Nilva. Uso de bobs e lenço na cabeça, naquela época, indicava preparativos para algum grande evento social.
(foto: Álbum de Adenir Silva)

sábado, 17 de setembro de 2011

Farinha do nosso saco 6

Rosangela Ferraz -  Designer de Interiores
ABD 7707 - Tels. 11-99611182 - 11-25899449.

A designer salgadense Rosângela Ferraz é uma das estrelas de um projeto de interiores do Lar Center, no Shopping Center Norte, em São Paulo. Filha de Otacílio Gomes Ferraz e Vilma Rosa da Silva Ferraz, Rosângela nasceu e morou em General Salgado até completar 19  anos, quando se mudou para São Paulo, onde cursou Direito e Design de Interiores. Pós-graduada em Design de Interiores e Repertório Projetual pela FAAP-SP, especializou-se em Light Design pelo IED, Instituto Europeu de Design.

Atualmente trabalha com projetos de  interiores em imóveis comerciais e residenciais, leciona temas relacionados ao universo da decoração no Lar Center e foi selecionada em 2009, 2010 e 2011 nos concursos jovens profissionais promovidos pela Demais Editora e pelo grupo Center Norte.

Em 2009 seu projeto homenageou Jacqueline Kennedy Onassis através de um pop-art na vitrine da loja Attrative no shopping Center  Norte. Em 2010, inspirada nos campos de Provence, na França, criou um ambiente com toques de sofisticação e rusticidade para a vitrine da loja Sierra do Center Norte. Nesse ano o tema  é Design Brasil, preservando a memória brasileira, homenageando Assis Chateaubriand, o criador da televisão no Brasil, também no espaço nobre do shopping Center Norte, com parceria de Rogério Basile Quadrado, designer de interiores e Nattan Cardozo, arquiteto.

Projeto 2011 - Homenagem ao pioneiro da televisão Assis Chateaubriand.

Conceituação do projeto de 2011: "O mundo visual: onde tudo começou. Assis Chateaubriand foi um visionário que trouxe a TV para o Brasil na década de 50 , nesse momento tão importante  possivelmente  nem ele poderia imaginar que no dia 18/09/1950 estaria unindo os vários Brasis, fazendo com que a sociedade  brasileira saísse do mundo doméstico e vizinho e se transportasse para os outros Brasis até então desconhecido para a maioria  da população.

O Brasil começou a se ver e perceber a grandiosidade da nossa cultura e dos nossos costumes,  mudou o comportamento sócio-  cultural e esse aparelho instalado no meio da sala de visitas  mudou irreversivelmente  o modo das pessoas se portarem perante  aos familiares, e ao mundo, pois ela chegou e tomou um lugar na família  na casa e no mundo particular de cada um,  agigantou-se de tal forma que tomou um espaço maior que o imaginado na vida das pessoas levando a cada lugar um universo  de informação.

O espaço retrata a sala da década de 50 onde a sociedade se acomodou ao redor da TV, que passou a ser o centro das atenções,  e se agigantou de tal maneira que ela engoliu o cotidiano e o modo de se portar da sociedade, por isso a sala se ambiente  dentro de uma TV dos anos 50. Nesse espaço retratamos o cuidado em homenagear designers de móveis da época como Rino Levi e Scapinelli os móveis são  autênticos da década de 50, pois o próprio Chatô divulgava e valorizava a arte".

Rosângela e equipe no Lar Center - Shopping Center Norte - SP.

Rosângela é, seguramente, mais uma salgadense de muito talento, como muitos outros esparramados por esse mundão de Deus.

A ela os cumprimentos e as homenagens do Proseando.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aniversário da Cidade

No dia do aniversário da cidade - parabéns a todos os salgadenses - vídeo da TV TEM que divulga as atividades do município.

 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Memória 101 (Dr. João Moreira)


Dr. João Rodrigues Moreira e Lázaro José Francisco (Zezo) - 1941 - Primeiro médico da cidade, Dr. João chegou a General Salgado em 20 de junho de 1938. Também exerceu o cargo de sub-delegado. O paciente Zezo é filho do pioneiro Antonio Francisco Filho, o famoso Nego Nenê.
(foto: Álbum de Lázaro José Francisco).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pescaria

Os então adolescentes Jibóia, Gapinha e Escadinha foram passar um final de semana no sítio do seu Afonso Muniz, avô do primeiro. Foram preparados para as diversões que normalmente ocorrem nessas oportunidades.

No sábado pela manhã começaram a preparar apetrechos para uma pescaria, o sitiante havia avisado que a represa estava repleta de tilápias. A avó do Jibóia caprichou no almoço: frango com milho verde e uma deliciosa maionese. Gapinga, doido por maionese, atacou três pratos sob a justificativa de reforçar-se a fim de aguentar o resto do dia na beira da lagoa. Ao invés de prepararem iscas, seu Afonso entregou-lhes um enxadão.

- Procurem minhocas nas proximidades da represa, tem bastante por lá!

Marcharam com disposição atravessando pastos até a margem da lagoa onde começaram a cavucar à procura das iscas. Abriram buracos por todos os cantos, mas nada de minhoca. O sol quente foi apertando, a paciência encurtando, até que o esforço e o calor produziram graves efeitos no Gapinha, que abandonou o cabo do enxadão procurando uma moita para se aliviar.

Minutos depois retomaram, sem sucesso, a busca pelas minhocas. Quase ao final da tarde já contavam com o fracasso da empreitada, inconformados com a impossibilidade de pescar as tilápias que, segundo a propaganda do proprietário do sítio, chegavam a quase dois palmos.

De repente o Escadinha começou a vasculhar pelas moitas sem que os demais pudessem ver o que fazia. Armou uma das varas de pesca e lançou o anzol na água. Menos de um minuto depois, puxou para fora da água uma vistosa tilápia que reluzia ao sol e se debatia contra a captura. Surpresos, os outros amigos não entenderam como é que ele havia conseguido isca, pois nem mesmo árvores frutíferas existiam nas proximidades.

Ao agarrar o peixe para tirá-lo do anzol e descobrir a isca utilizada o Jibóia questionou o pescador:

- Mas, Escadinha, onde é que você arrumou milho verde?

- Ué, na bosta do Gapinha!