sábado, 17 de setembro de 2011

Farinha do nosso saco 6

Rosangela Ferraz -  Designer de Interiores
ABD 7707 - Tels. 11-99611182 - 11-25899449.

A designer salgadense Rosângela Ferraz é uma das estrelas de um projeto de interiores do Lar Center, no Shopping Center Norte, em São Paulo. Filha de Otacílio Gomes Ferraz e Vilma Rosa da Silva Ferraz, Rosângela nasceu e morou em General Salgado até completar 19  anos, quando se mudou para São Paulo, onde cursou Direito e Design de Interiores. Pós-graduada em Design de Interiores e Repertório Projetual pela FAAP-SP, especializou-se em Light Design pelo IED, Instituto Europeu de Design.

Atualmente trabalha com projetos de  interiores em imóveis comerciais e residenciais, leciona temas relacionados ao universo da decoração no Lar Center e foi selecionada em 2009, 2010 e 2011 nos concursos jovens profissionais promovidos pela Demais Editora e pelo grupo Center Norte.

Em 2009 seu projeto homenageou Jacqueline Kennedy Onassis através de um pop-art na vitrine da loja Attrative no shopping Center  Norte. Em 2010, inspirada nos campos de Provence, na França, criou um ambiente com toques de sofisticação e rusticidade para a vitrine da loja Sierra do Center Norte. Nesse ano o tema  é Design Brasil, preservando a memória brasileira, homenageando Assis Chateaubriand, o criador da televisão no Brasil, também no espaço nobre do shopping Center Norte, com parceria de Rogério Basile Quadrado, designer de interiores e Nattan Cardozo, arquiteto.

Projeto 2011 - Homenagem ao pioneiro da televisão Assis Chateaubriand.

Conceituação do projeto de 2011: "O mundo visual: onde tudo começou. Assis Chateaubriand foi um visionário que trouxe a TV para o Brasil na década de 50 , nesse momento tão importante  possivelmente  nem ele poderia imaginar que no dia 18/09/1950 estaria unindo os vários Brasis, fazendo com que a sociedade  brasileira saísse do mundo doméstico e vizinho e se transportasse para os outros Brasis até então desconhecido para a maioria  da população.

O Brasil começou a se ver e perceber a grandiosidade da nossa cultura e dos nossos costumes,  mudou o comportamento sócio-  cultural e esse aparelho instalado no meio da sala de visitas  mudou irreversivelmente  o modo das pessoas se portarem perante  aos familiares, e ao mundo, pois ela chegou e tomou um lugar na família  na casa e no mundo particular de cada um,  agigantou-se de tal forma que tomou um espaço maior que o imaginado na vida das pessoas levando a cada lugar um universo  de informação.

O espaço retrata a sala da década de 50 onde a sociedade se acomodou ao redor da TV, que passou a ser o centro das atenções,  e se agigantou de tal maneira que ela engoliu o cotidiano e o modo de se portar da sociedade, por isso a sala se ambiente  dentro de uma TV dos anos 50. Nesse espaço retratamos o cuidado em homenagear designers de móveis da época como Rino Levi e Scapinelli os móveis são  autênticos da década de 50, pois o próprio Chatô divulgava e valorizava a arte".

Rosângela e equipe no Lar Center - Shopping Center Norte - SP.

Rosângela é, seguramente, mais uma salgadense de muito talento, como muitos outros esparramados por esse mundão de Deus.

A ela os cumprimentos e as homenagens do Proseando.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aniversário da Cidade

No dia do aniversário da cidade - parabéns a todos os salgadenses - vídeo da TV TEM que divulga as atividades do município.

 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Memória 101 (Dr. João Moreira)


Dr. João Rodrigues Moreira e Lázaro José Francisco (Zezo) - 1941 - Primeiro médico da cidade, Dr. João chegou a General Salgado em 20 de junho de 1938. Também exerceu o cargo de sub-delegado. O paciente Zezo é filho do pioneiro Antonio Francisco Filho, o famoso Nego Nenê.
(foto: Álbum de Lázaro José Francisco).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pescaria

Os então adolescentes Jibóia, Gapinha e Escadinha foram passar um final de semana no sítio do seu Afonso Muniz, avô do primeiro. Foram preparados para as diversões que normalmente ocorrem nessas oportunidades.

No sábado pela manhã começaram a preparar apetrechos para uma pescaria, o sitiante havia avisado que a represa estava repleta de tilápias. A avó do Jibóia caprichou no almoço: frango com milho verde e uma deliciosa maionese. Gapinga, doido por maionese, atacou três pratos sob a justificativa de reforçar-se a fim de aguentar o resto do dia na beira da lagoa. Ao invés de prepararem iscas, seu Afonso entregou-lhes um enxadão.

- Procurem minhocas nas proximidades da represa, tem bastante por lá!

Marcharam com disposição atravessando pastos até a margem da lagoa onde começaram a cavucar à procura das iscas. Abriram buracos por todos os cantos, mas nada de minhoca. O sol quente foi apertando, a paciência encurtando, até que o esforço e o calor produziram graves efeitos no Gapinha, que abandonou o cabo do enxadão procurando uma moita para se aliviar.

Minutos depois retomaram, sem sucesso, a busca pelas minhocas. Quase ao final da tarde já contavam com o fracasso da empreitada, inconformados com a impossibilidade de pescar as tilápias que, segundo a propaganda do proprietário do sítio, chegavam a quase dois palmos.

De repente o Escadinha começou a vasculhar pelas moitas sem que os demais pudessem ver o que fazia. Armou uma das varas de pesca e lançou o anzol na água. Menos de um minuto depois, puxou para fora da água uma vistosa tilápia que reluzia ao sol e se debatia contra a captura. Surpresos, os outros amigos não entenderam como é que ele havia conseguido isca, pois nem mesmo árvores frutíferas existiam nas proximidades.

Ao agarrar o peixe para tirá-lo do anzol e descobrir a isca utilizada o Jibóia questionou o pescador:

- Mas, Escadinha, onde é que você arrumou milho verde?

- Ué, na bosta do Gapinha!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mundo Velho Sem Porteira

Na minha família, formada por descendentes de mineiros, a expressão "mundo velho sem porteira" sempre foi usada para saudar o encontro com alguma pessoa que há muito tempo não se via. O mundo gira, a lusitana roda (como dizia antiga propaganda de uma empresa de mudanças...) e de vez em quando a gente tromba com conhecidos desaparecidos por esse mundão de Deus.

Quando eu era criança pequena em General Salgado (com licença para roubar o bordão televisivo), adorava passar férias em Araçatuba, na casa do tio João Firmino Marques. Marivone, Lena, Alcir e Zé do Braz me carregavam para todo lado: cinema, zoológico, lanchonetes (eu gostava mesmo é de ir às bancas de revistas comprar gibis) etc. E assim fui, aos poucos, descobrindo o mundo que existia do outro lado do Rio Tietê.

Quando fiquei maiorzinho - 14, 15 anos - o tio Zé do Braz me levava para passear na Avenida Brasília e, como tinha seus compromissos, às vezes me deixava entregue nas mãos dos garçons do Bola 7, o principal restaurante da época e que até hoje é atração na capital do Boi Gordo. Eu ficava por alí na companhia de alguns amigos e quando chegava a hora de ir embora avisava um garçom, o Joaquim. Ele me embarcava num táxi e dizia ao motorista o endereço onde devia me deixar.

Anos depois, quando me mudei para Araçatuba, passei a frequentar com bastante assiduidade o Bola 7, porém, nunca mais encontrei aquele garçom. Em 1993 ou 1994, na Chopperia Babilônia em São José do Rio Preto, botei reparo no sujeito que me atendia e reconheci o desaparecido Joaquim. Ele se lembrava dos tempos em que, além de cuidar do seu serviço, ainda vigiava nossa turma de caipiras perdidos na cidade grande.

O mundo girou com as porteiras abertas e eis que, na última sexta-feria do mês passado, tive a honra de assistir ao casamento dos amigos Eduardo Mendonça e Celestiany Villar, em Rio Preto. A primorosa festa, no Buffet Dalila, reuniu um grupo seleto de amigos e familiares do casal. Por incrível que pareça, ao chamar um garçom para encomendar o primeiro drink do dia, me deparei com o velho e estimado Joaquim. Não tive como deixar de exclamar, mais uma vez: eita mundo velho sem porteira!. E fiz questão de registrar o reencontro.

Anos 80 - os garçons do Bola 7 na tradicional festa junina do restaurante. Joaquim é o segundo da esquerda para a direita.

Rio Preto (29.07.2011) - reencontro no Buffet Dalila.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Revista Placar

Parte da capa da Revista Placar de 18.07.1980

Os aficcionados por futebol sempre elegeram a Revista Placar como a principal fonte de notícias. Na minha adolescência (final dos anos 70/início dos 80), era quase a única. A maior dificuldade, porém, era encontrá-la, pois não tínhamos acesso a assinaturas e a cidade só dispunha de uma banca - a Discolândia - então instalada defronte a Igreja da Matriz, ao lado da barbearia do seu Kalu.

O Walter, dono da banca, encomendava quatro ou cinco exemplares por semana e, com isso, havia uma grande disputa entre os interessados. Eu e Mané Bernabé deixávamos exemplares encomendados com o Walter, mas era comum ele vender as nossas encomendas para o primeiro que aparecesse antes. Me lembro de uma vez que, para não ficar sem, montei num ônibus na rodoviária salgadense e fui comprar a revista em Auriflama.

Certa vez enviei uma carta para a redação da revista, pedindo para ser incluído nos leitores que trocavam correspondências. Na edição de 18.07.1980 meu nome foi publicado, e recebi um grande número de cartas de todo o país.

Agora, viajando na internet, consegui - para minha grande surpresa - encontrar a edição que trouxe o meu nome entre os leitores. Vejam só:



Nome e endereço do blogueiro na Edição n. 533, de 18.07.1980
(clique na imagem para ampliar)

Sob todos os aspectos (futebol, jornalismo esportivo e adolescência salgadense) aqueles foram verdadeiros bons tempos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Memória 100 (Nova Castilho)


Nova Castilho (Anos 30) - Uma raríssima imagem com dez dos primeiros moradores de Nova Castilho, posando em frente a uma das primeiras casas de comércio do vilarejo, de propriedade de José Thomaz. Da esquerda para a direita: José Juca, Manoel Justino, Firmino Luiz Marques, Antonio Felício, Paulino Galhardo, Antonio Francisco Filho (Nego Nenê), João Firmino Marques, Manoel Reria, João Leopoldino e Irmo Burgue.
Encontrei essa foto nos guardados do meu bisavô Firmino Luiz Marques, mas não havia como identificar os retratados. Lázaro José Francisco (o Zezo, filho do pioneiro Nego Nenê), me enviou outra cópia da mesma foto, cujo verso trazia todas as informações. Com essa postagem o Proseando completa 100 publicações de fotos antigas, resgatando e homenageando a memória dos nossos pioneiros.
(foto: álbuns da Família Marques e da Família Francisco)
(clique na foto para ampliar)

Pitanguinha

Antonio Carlos Pereira da Silva - o famoso Pitanguinha

Pitanga, como todos sabem, é personagem marcante do carnaval salgadense. Desde 1983 é assíduo frequentador do famoso Bloco das Piranhas, cujo bordão sempre foi "Inha, inha, inha, Pitanga é a Rainha".

Seu irmão mais novo, o Antonio Carlos, também se transformou em celebridade salgadense, a exemplo de algumas outras, impossíveis de serem localizadas noutros cantos do planeta terra.

Privilégio da nossa admirável terrinha, que sempre acolheu personagens distintos.

É bem verdade que o Pitanguinha precisava mesmo é de tratamento médico. Todos sabem que, portador de um certo grau de retardamento mental, deveria receber auxílio especializado. Porém, enquanto as autoridades claudicam e a família não possui condições de dar-lhe o necessário cuidado, vive ele pelas ruas da cidade filando cigarros e trocados de todo mundo que lhe aparece pela frente.

Não há como negar, no entanto, que ele leva tudo na esportiva e aceita todas as brincadeiras com fino humor. Há alguns anos ouvi-o contando, numa roda, que havia arrumado uma namorada. A turma deu corda ao assunto e ele passou a pedir uns trocados justificando a necessidade de por uns cobres no bolso:

- Vou levar minha namolada no restolante...

- E você sabe se comportar num restaurante Pitanguinha? - perguntaram-lhe. O que você vai pedir?

- Pra ela vou pedir fimé leão, pra mim natumóbis... Se ela não gostar de fimé leão eu peço uma pizzula...

E seguiu narrando as aventuras que pretendia curtir ao lado da pseudo-namorada, repetindo a todo momento a vontade de tomar uísque Natu-Nobilis e oferecer à amada Filet-mignon ou pizza.

Dia desses encontrou o Caiçara no Bar do Placídio Dourado e foi logo pedindo cinco reais. Recebeu, ao invés do dinheiro, uma proposta de trabalho:

- Pitanguinha! Vamos comigo na fazenda do Adilson Promicia. Você me ajuda cortar cana para tratar de uns animais, e, em troca eu te dou vinte reais. Topa?

Ele fez cara de indignação e justificou a recusa:

- Não vou não... eu não plantei cana!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Memória 99 (Festa do Ridículo)

Festa do Ridículo (Anos 80) - Emerson Vieira (Tiozinho), Anay Iannela, Marineila Marques, Lucas, Bruna Filó, Graziele Alves, Marquinho Carvalho, Renata Sandoval e Gugu Del Nery. Agachados: Escada e Carrapicho.
(foto: Álbum do PB).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Memória 98 (Turma da Tia Neide)


Anos 70 - Fátima Prestes, não identificado, Vanda Mendonça, não identificado, Zé Ramos, Pedro Cunha, Márcio Aurélio Cruzeiro e Joaninha Custódio. Sentados: João Pão, Marlene Crivelari, José Olímpio (Cabo Honório) e Aldair Giamatei.
Lembrou de alguém? Mande um email para o nosso EMBORNAL.
Atualização em 25.07.2011 - Tia Neide e Vilmar Prado ajudaram na identificação correta da turma.
(foto: Álbum da Neide da Silva).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Flávio Rodrigues na TV Cultura



O nosso Flávio Rodrigues no programa Guitarrisimo, da TV Cultura (SP), falando de sua carreira e da música flamenca. Gravado em 2009 no auditório do Instituto Cervantes, da Universidade Livre de Música (São Paulo), com a participação do cantador Pedro Obregón e da bailarina Concha Jareño. Vale a pena conferir.

Uma das músicas apresentadas se chama "Bom Retiro", clara referência que o autor faz à Fazenda Bom Retiro, de General Salgado, onde Izaltina e Hipólito Marques criaram os filhos.

Dica: deixe o vídeo descarregar e depois assista com calma, vale cada um dos 28 minutos de gravação.

Flávio, como se sabe, é um dos mais conceituados músicos de flamenco em toda a Europa. Façanha digna do orgulho não só dos salgadenses, mas de todo o Brasil.

Confiram aqui nossas postagens anteriores sobre ele.

Farinha do Nosso Saco 1 - Flávio Rodrigues

Farinha da Boa - Flávio Rodrigues, grande vencedor do FestMadrid

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Memória 97 (Aniversário Maria Sirotto)


Aniversário de 15 anos de Maria Sirotto (anos 80). Estão na foto: Hebinho Chaves, Rogério Marques, Gappinha, Shu Posseti, Emerson Vieira (Tiozinho), Graziela Fernandes, Paulo Eduardo Lanfredi, Roberta Ferraz, Marquinho Carvalho, Ana Izabela Sirotto, Maria Sirotto, Flávia Vieira, Sandra Mara, Cássia Sirotto e Birolinho.
Lembrou de alguem mais?
Mande um recado para o nosso embornal (CLIQUE AQUI).
Atualização em 18.07.11: Bruno Marques (lá dos States), achou o Rogério Marques meio escondido atrás do Hebinho.
(foto: Álbum de Maria Sirotto)

Você está ficando velho?

Recebi e publico aqui e-mail cuja finalidade é conferir se estamos ficando velhos.

Vou responder as perguntas para conferir.

VOCÊ ESTÁ FICANDO VELHO, SE:...

1 - Fez curso de datilografia?
Resposta - Fiz. A Escola ficava na Avenida Antonino José de Carvalho, em frente a casa do Dr. João Rodrigues Moreira. Minha professora foi a Joaninha Custódio. Onde será que anda a Joaninha...?

2- Odiava ou adorava as provas com cheiro de álcool, recém copiadas no mimeógrafo (usando papel extencil)?
Resposta - Eu adorava, pois estava acostumado. No Escritório do Belleti eu e o Miltinho Alves (o famoso Curica) passávamos o dia inteiro tocando a manivela do mimeógrafo, preparando formulários para o pessoal da Contabilidade (Cela, Caetano, Marilete, Maria Rosa Fantini, Léuri, Nenê do Prado, e outros...). As provas na EE Angelo Scarin ou EE Tonico Barão eram quase todas feitas naquele aparelhinho.

3- Não ía para a escola no dia do seu aniversário com medo de levar um ovo ou vários na cabeça?
Resposta - Não adiantava. Na primeira oportunidade a turma pegava o aniversariante, nem que fosse no meio da rua, ou em casa, escondido debaixo da cama.

4- Aumentava o rádio quando tocava Barão Vermelho, Engenheiros do Hawai e Paralamas, RPM.
Resposta - Vixe! Pelo jeito tô muito velho. No meu tempo, só a gurizada é que ouvia essas bandas. Eu ouvia um pessoal mais velho, Chico Buarque, Milton Nascimento, 14 Bis, Fagner, Caetano... Mas, ao lado do meu amigo Kaluzinho, assisti o primeiro show do Paralamas em Rio Preto. No trajeto de Salgado a Rio Preto, no fusquinha branco do Kalu, tomamos um litro de vodka. Ainda bem que não existia Lei Seca...

5- Usava caneta de 10 cores com cheiro?
Resposta - Não, porque caneta com cheiro era coisa de menina. A dos meninos também tinha 10 cores, mas só tinha cheiro de tinta...

6- Viu a Gretchen cantar Conga La Conga, o Ritchie cantar Menina Veneno.
Resposta - Vi, e achava um lixo...

7- Jogava Enduro e River Raid no Atari? E Master System?
Resposta - O mais próximo que a minha turma chegou de um videogame foi de um aparelho grande, maior que uma televisão, que nos anos 80 o Nino Giamatei colocou no bar dele (onde atualmente está o Zé do Peto). Tinha uma tela verde e dois botões, simulando uma partida de tênis. Eu não achava a menor graça naquela bolinha branca que ficava quicando e pulando para o lado contrário. Preferia jogar sinuca...

8- Tentou fazer o break do Michael Jackson?
Resposta - Eu não, mas vi o Paulo Pateta fazendo várias vezes, lá na Gangstersom.

9- Brincava de "Estátua", "Batata-quente", "Queimada", "Pega-pega", "Pique-esconde", "Estrela Nova Cela", "Forca", "Cabra-cega", "Passa Anel","Boca de Forno", Amarelinha", "Casamento Atrás da Porta" e "STOP" (Uésssstopê!!!)? hahahaha...
Resposta - Claro. Nos bancos da Praça da Matriz; no meio das ruas (com alguém vigiando para ver se não aparecia o Luiz Zoccal - comissário de menores - que acabava com a brincadeira; no páteo da EE Angelo Scarin, na quadra de futsal do Tonico Barão...

10- Tinha Melissinha, botas sete léguas, catina, conga, kichute??? E sabia que o Tênis Montreal era o único anti-micróbio?
Resposta - Eu tinha uma Sete-léguas que usava no sítio. Conga era chamado de "Rapabosta", com duas semanas de uso a sola ficava lisa, desgastada, era difícil parar em pé durante o jogo. Kichute era o sonho de consumo da garotada. O cadarço era imenso tinha que amarrar na canela, dava umas três voltas... Tênis Montreal era coisa de gente rica, só via no pé dos outros...

11- Comia "Lollo", antes de se chamar "Milkbar"?
Resposta - O melhor doce do meu tempo era uma Maria Mole dentro de uma casquinha de sorvete. Nela vinha grudado um brinde (um indiozinho ou soldadinho de plástico). Tinha também o pirulito Zorro. Chocolate havia Diamante Negro e Sonho de Valsa, mas não tínhamos dinheiro para isso não. Era melhor comprar mais Maria Mole...

12- Colecionava papel de carta?
Resposta - Eu não, mas minhas irmãs (Cláudia e Cleire) enchiam pastas com isso.

13- Usou aquelas pulseirinhas de linha ou lã?
Resposta - Menino usava de barbante.

14 -E pulava elástico?
Resposta - Claro que não. Coisa de menina...

15- Usava aquelas chuquinhas de pano da Pakalolo?
Resposta - Gente do céu, que será isso? Deve ser coisa de menina também.

16- Dançava lambada do Sidney Magal ou do Beto Barbosa? Ou corria pra dançar quando escutava a música "Chorando se foi, quem um dia só me fez choraaaar..."?
Resposta - Claro que não! Para mim, isso sempre foi lixo.

17- Usou aqueles brilhos labiais que o pote tinha forma de morango? Ou aqueles brilhos tipo da Moranguinho?
Resposta - Minhas irmãs usavam... Aliás, isso existe até hoje, minhas filhas (Luísa e Maite) usam...

18- Ploc Gigante? Chupava bala Soft? Bebia Crush? Comia bala Xaxá?
Resposta - Claro. Mas as melhores balas eram Chita, Juquinha e Kids (hum! Bala de leite Kids...) Depois apareceu um chiclete gigante, dentro vinha uns cartões com fotos de jogadores de futebol. Nunca masquei tanto quanto naquele tempo...

19 - Comprava Dip Lik, Mini-Chiclets e o pirulito que vinha com hélice, pra girar e voar (pirocóptero)?
Resposta - Esses eram ótimos, mas lá no Bar do João Careca (em Nova Castilho) não tinha.

20 - Teve o Pequeno Pônei, as Chuquinhas, Ursinhos Carinhosos, Peposo ou a Peposa?
Resposta - Minhas irmãs tinham todos esses aí...

21- Tinha os estojos com vários botões, com cola, durex, apontador... (o famoso estojo paraguaio).
Resposta - Muito caro. A maioria dos alunos da minha época tinha, dentro de um embornal de pano, um lápis, uma caneta, uma borracha e um caderno sem capa e cheio de orelhas. Se fosse meio burrinho, era chamado de MACAIA...

22- Tinha aqueles relógios que vinham com várias pulseiras de cores diferentes para trocar? (Champion)
Resposta - Que nada. Isso era coisa de gente rica...

23- Leu a Série Vaga Lume?
Resposta - Li, adorei e fiz prova sobre vários deles.

24- Tinha aquela régua que ao bater no braço se enroscava como uma pulseira, a Bate-Enrola?
Resposta - Essa eu vi, mas nunca tive.

25- Usava aqueles brincos que vinham na cartela e se colava na orelha?
Resposta - Coisa de meninas... não me lembro.

26- Tinha a mania de dançar Jazz, igual a mulher do Flashdance?
Resposta - Não, mas sapecava uma meia volta quando tocava uma do Bee Gees lá na Dromedárius ou na Gangstersom.

27- Usou polainas e tinha patins de prender nos tênis?
Resposta - Eu não. Mas a Zete Fernandes e a Verinha Ianela eram as únicas salgadenses que davam conta de andar em cima desse troço...

28- Colecionava as mini garrafas de refrigerantes??? E a mãe dizia que tinha veneno dentro para que a gente não bebesse... E os ioios da Coca-Cola?
Resposta - A molecada ficava vigiando todos os bares da cidade, ajudava a varrer, vasculhava os tambores de lixo, procurando tampinhas. Quando alguém pedia um refrigerante no balcão, logo juntava uma turma disputando a tampínha. As tampinhas eram trocadas por uma miniatura de caixa de Coca-Cola com seis garrafinhas dentro. Os iôiôs eram bacanas, mas a gente só sabia jogar no estilo Maria Mijona.

29- Respondia aos Questionários das colegas??? Normalmente, em um caderno, e a última pergunta era... De quem vc gosta? Ou...Deixa uma mensagem para a dona do caderno...
Resposta - Era a sensação da nossa turma. Chamavam-se "Enquete" e todo mundo tinha. Era assim que a gente sabia quem estava paquerando ou namorando quem... Eu era tão caipira que quase só conversava com as meninas pelas enquetes e por Correio-Elegante na Quermesse da Matriz.

30- Teve walkman AM/FM amarelo à prova d'água?
Resposta - Não, tive um radinho de pilha preto que joguei para cima quando Osmar Santos gritou o segundo gol do Brasil contra a Rússia na Copa de 82. Para ouvir o resto da Copa, tive que comprar outro, vermelho, a prestação, lá nas Lojas Ráo...

31 - Tem algum CD do Biafra (Essa aí é dose)
Resposta - Nunca tive... Mas tive um vinil do Wando, que dei de presente para o Zé Frota quando descobri que ele era super-fã do cidadão... (Moça, me espere amanhã...)

32 - Veja se vc se enquadra nesse perfil, não vale mentir...
Resposta - Mentir de que jeito!!! Nós estamos ficando velhos, meus amigos, mas não podemos deixar de lembrar os bons tempos.
33 - Repassem aos seus amigos (que estão ficando velhos...) e deixe que eles também se divirtam voltando ao passado.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Farinha do nosso saco 5

Paulo Victor, Cynara, Alexandre e Alexandre Filho.

O Engenheiro Agrônomo salgadense Alexandre Marcos Sbroggio (filho do casal Irene Beletti e Waldemar Sbroggio), reside há mais de 20 anos no Estado de Goiás. Atualmente está em Goiânia, onde atua como representante comercial da empresa Pioneer.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Farinha do nosso saco 4

Edson Dias Rodrigues com Marco Baroni, o amigo Leivinha e Samir Melli.

60 anos - O salgadense Edson Dias Rodrigues (filho do casal Teresa Rodrigues e Arnaldo Dias), que há mais de 40 reside na capital paulista, foi surpreendido no último final de semana por amigos e parentes, que se reuniram para celebrar o seu 60º aniversário. Dentre os convidados estava Leivinha, um dos maiores ídolos da torcida da S. E. Palmeiras, de quem Edson é amigo há muitos anos.

Para homenagear o aniversariante - palestrino fanático - e cumprimentá-lo pelo aniversário, localizamos no Youtube um vídeo das proezas do atacante que nos anos 70, ao lado de Ademir da Guia, Leão, Luis Pereira e César Lemos formou a 2ª Academia do Parque Antártica. Depois da Copa do Mundo de 1974 Leivinha (ao lado de Luis Pereira) jogou no Atlético de Madrid, onde ainda hoje é aclamado pelos torcedores atleticanos.

Parabéns primo Magrão.