segunda-feira, 17 de maio de 2010

Farre-Forra

Por volta de 1995 ou 1996 um grupo de amigos salgadenses decidiu fundar um novo bloco de carnaval. Não sei de onde tiraram o nome: Farre-forra. Até hoje ninguém sabe explicar direito de onde surgiu, mas provavelmente, o esquecimento se deve ao alto grau etílico dos fundadores no momento da escolha. Escolheram o nome e, quando passou a bebedeira, ninguém sabia dizer a razão.

Comandado por Vando Colombo, assessorado pelo inesquecível Marcelo Pereira, o Instalação, o bloco durou apenas três carnavais. Para botar ordem na casa o comandante decidiu aplicar dura disciplina militar sobre os comandados, começando por nomear o Instalação como Sargento. Às vezes promovia reuniões de emergência para solucionar algum problema mais grave, convocando a tropa aos gritos de comando. O altíssimo grau alcoólico, porém, sempre atrapalhava o diálogo com a turma:

- Atenção petolão...

Numa das noites o Gappinha invadiu a casa onde o bloco estava instalado com uma moto. O Sargento Instalação prontamente interveio para deter o abusado e apreender o veículo. Isso sem falar na multa que queria aplicar, revertendo a arrecadação na compra de mais cerveja...

Não demorou muito, porém, para que chamassem a atenção dos vizinhos, que decidiram convocar alguém com conhecimento de causa para intervir no grupo: a polícia militar.

A viatura parou defronte a casa e desceram dois soldados. Percebendo que a coisa ia ficar feia - afinal de contas o barulho incomodava os vizinhos 24 horas por dia - Vando foi tentar conter o ânimo dos milicianos. Depois de quase meia hora de lábia, o policial estava deixando barato quando o Comandante quase pôs tudo a perder, ao tentar avisar os companheiros sobre a solução do problema:

- Pessoal, tá tudo certo, já falei aqui com o nosso amigo, o sargento Pombas...

O militar retrucou enfezado:

- Meu nome é Combas rapaz!

Foi preciso mais meia hora de conversa pra ajeitar as coisas de novo!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Memória 87 (Carnaval 1975)

Carnaval (1975) - Antes dos bailes de carnaval do Salgadense Esporte Clube os blocos desfilavam pelas ruas da cidade sobre caminhões. Alguém consegue identificar estes foliões de 1975? Mande um e-mail para o Proseando (clique aqui).
Atualização em 24/05/2010 - Sebastião Cardoso, o famoso Tiãozinho da Globo, identificou Leão (de camisa branca e short amarelo), que na época da foto trabalhava como motorista para Juscelino de Oliveira (Celino), dono do caminhão que transporta os foliões.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Melhor Conselho

As atualizações do Proseando costumam acontecer a cada 10 ou 15 dias. Entretanto, nas últimas semanas diversos compromissos me roubaram tempo. Muito trabalho (graças a Deus), preparação de provas para os cursos (Administração e Contábeis) em que leciono, uma construção em andamento e até mesmo um pulo em General Salgado para renovar a habilitação, foram alguns dos motivos que me afastaram daqui.

Hoje, porém, sexta-feira das boas, não resisti a uma bela mensagem recebida do amigo Alex Galhardo, salgadense perdido pelas bandas do Paraná. A mensagem tem tudo a ver com a terrinha e seus grupos de amigos que tudo fazem para manter intactos os laços de amizade e carinho. Vale a pena postá-la aqui.

"Um jovem recém-casado em visita à casa de seu pai, dividia com ele uma deliciosa cerveja gelada.

Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai reabastecia os copos quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse:

- Nunca se esqueça de seus amigos! - aconselhou. Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos. Lembre-se de, ocasionalmente, ir a lugares com eles; divirta-se na companhia deles; telefone de vez em quando...

Que estranho conselho - pensou o jovem. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. Manteve contato com seus amigos e sempre procurou fazer novas amizades.

À medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava.

À medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.

Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:

O tempo passa.

A vida acontece.

A distância separa...

As crianças crescem.

Os empregos vão e vêem.

O amor se transforma em afeto.

As pessoas não fazem o que deveriam fazer.

O coração pára sem avisar.

Os pais morrem.

Os colegas esquecem os favores.

As carreiras terminam.

Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.

Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros...

Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!"

Pequena observação - Fiz uma pequena alteração no texto original, cuja primeira frase dizia: "Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita à casa do seu pai". Acho que, em se tratando de General Salgado, seria mais coerente pai e filho dividindo uma boa cerveja.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Bar do Toninho

Antonio Rodrigues Mendonça Filho no Bar Central, popularmente conhecido como Bar da Rodoviária, um dos mais antigos e tradicionais da cidade.
O salgadense Marco Antonio Fernandes, o famoso Radar, me enviou texto de autoria de seu filho Matheus Henrique, produzido para um trabalho escolar sobre os prédios antigos da cidade. O prédio enfocado foi o do Bar Hotel e Restaurante Central, o tradicional Bar do Toninho Mendonça, um dos mais antigos da cidade. Ao publicar o trabalho agradeço - mais uma vez - os amigos que colaboram com o blog, sem os quais não teríamos tanto fôlego.

Segundo a pesquisa feita por Matheus Fernandes, o Bar Hotel e Restaurante Central, que está localizado na Rua Euflauzino Theodoro de Castilho esquina com Avenida Antonino José de Carvalho, no centro da nossa cidade, pertence ao Toninho Mendonça desde 1955.

O prédio foi construído em 1946 por João Careca a pedido do primeiro proprietário, o Sr. João Valente. Anos depois foi vendido a Otamar Von Ank que ampliou o bar para nele instalar um hotel e restaurante. Desde a construção o local serviu de ponto de ônibus, atendendo passageiros que se deslocavam pelas linhas municipais e regionais, como Viação VAP (atual Expresso Itamarati) que fazia a linha entre as cidades de Pereira Barreto e São José do Rio Preto. Outras empresas da época: Expresso São Paulo que fazia linha de General Salgado a Jales, e Viação Guerra fazia linha entre Araçatuba e Fernandópolis passando por General Salgado.

Matheus narra que o Bar do Toninho foi palco de vários fatos históricos para a nossa querida cidade, como por exemplo, o lançamento da candidatura de Nadir Garcia em 1956 e da candidatura de Francisco Assis Cervantes anos depois. Lá também ocorreu a morte de Diogo Garcia Carmona, que caiu morto quando convidava o proprietário do bar para um almoço que, dias depois, celebraria o casamento de uma filha.

Merecem destaque como personagens históricos do Bar do Toninho, além de seu proprietário, os funcionários Lau Mendonça, irmão do Toninho que lá trabalhou por mais de meio século, até falecer em 2009, e Carlos Otsuki, que conta mais de 20 anos de balcão. Apesar de não ser mais o Bar da Rodoviária, o Bar do Toninho Mendonça ainda é um dos mais frequentados na Praça da Matriz.

Ao Matheus e ao Radar, nossos agradecimentos pela história.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Memória 86 (Flamengo)

Flamengo Salgadense (Anos 60) - Em pé: Paschoal Pompilio, Azilio Prado, Alcides Queiroz, Paraguaio, Lazão, Zé Afonso, Alceu Queiroz e Birolinho. Agachados: Piau, Cido Prado, Arnaldo Regula e Nael Prado. O décimo primeiro jogador devia estar dando entrevistas e não chegou a tempo de aparecer na foto.
(foto: Álbum de Edmar Prado)

Mais Vandenir

Vilmar Prado e Alex Galhardo mandaram mais algumas boas histórias do saudoso Vande Mendonça e eu acabei me lembrando de outra.

Certa vez ele precisou ir a uma repartição pública assinar um documento. O funcionário colocou o papel à sua frente e apontou o dedo para a linha onde ele deveria assinar.

- Assino o meu nome? – perguntou.

- Não, o nome da tua mãe!!! - retrucou o servidor com ironia.

Vande rabiscou o documento e saiu. Minutos depois o rapaz foi conferir a assinatura, estava escrito: Rosalina Mendonça.

Por algum tempo ele foi proprietário de uma lanchonete nas proximidades da Vila Maria. Numa madrugada, Alex Galhardo e outros amigos saíram de uma festa e foram para lá.

- Vande, tô morrendo de fome. Tem algum sanduíche na frente.

O botequeiro saiu até a calçada, olhou para os dois lados e respondeu:

- Sanduíche aqui na frente não tem nenhum...

Nos anos 80 a cidade não tinha diversão noturna. As poucas lanchonetes fechavam cedo. Depois da meia noite não havia nada para fazer. Uma das diversões da nossa turma era pular o muro do Clube e se refrescar na piscina.

Tudo era feito muito em silêncio para não chamar a atenção dos guardas noturnos municipais, nem dos diretores do clube. A turma ia se esgueirando pela beira do muro até achar algum lugar mais ermo. Superado o obstáculo, ainda era preciso tomar cuidado para não fazer barulho no interior do clube e chamar a atenção de algum vizinho.

Numa dessas aventuras estávamos nuns dez. No fim da fila ficamos eu, Serginho Mão Branca e o Vande. Os primeiros pularam o muro e saíram de fininho em direção à piscina. Eu saltei e fiquei esperando os dois últimos. Mão Branca logo surgiu ao meu lado e caminhamos uns 5 metros adiante. Ouvimos o barulho do salto do Vande e paramos para esperá-lo, mas ele demorava. Ao prestarmos mais atenção – estava muito escuro – percebemos que ele tateava pela grama, procurando algo.

- Vande – sussurramos – que é que foi?

- Tô procurando minha dentadura...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Memória 85 (Time da Creche)

Creche (ínício dos anos 80) - Este time era formado pela turma que frequentava o campo existente ao lado da Creche e Berçário Nossa Senhora das Dores. Disputava campeonatos municipais e torneios regionais. Em pé: Branquinho, Nei Gordo, Abel, Carreirinha, Carlão, Pedro Mussum, Baianão e Zé Rosa. Agachados: Pepi (com a bola), Julinho, Zé Carlos Rodrigues, Jurandir Castro, Celso Santana (Morais) e Serginho Preto.
(foto: Álbum de José Eustáquio de Carvalho)

terça-feira, 9 de março de 2010

O Samba do Vande

É impossível curtir o carnaval salgadense, rever os bons amigos, relembrar os velhos tempos sem que venha à lembrança histórias do saudoso Vande Mendonça.

Nos anos 80 os blocos não tinham recursos financeiros para que as festas durassem a noite inteira. Logo depois da meia-noite fechavam as portas incentivando o comparecimento dos foliões aos bailes do Salgadense Esporte Clube.

Encerrado o baile, pequenos grupos retornavam aos blocos para tomar as últimas ou reacender a churrasqueira. Isso é o que acontecia quase todas as noites no Bloco Maluko.

Numa dessas madrugadas alguém apareceu com um violão e formamos uma roda de samba, improvisando instrumentos de percussão com cadeiras, panelas, colheres, latinhas de cerveja, algo assim.

A madrugada findava quando o Vande disse que ia cantar uma música de sua autoria e pediu que o violeiro o acompanhasse ao ritmo do famoso samba Volta por Cima do compositor paulistano Paulo Vanzolini, um grande sucesso da época cantado pelo sambista Noite Ilustrada. A letra original é assim:

“Chorei, não procurei esconder, todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava,
Ali onde eu chorei qualquer um chorava,
Dar a volta por cima que eu dei quero ver quem dava.

Um homem de moral não fica no chão
Nem quer que a mulher lhe venha dar a mão,
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”

Assim que começaram os acordes do violão e a batucada, porém, Vande começou a colocar outra letra na música:

“Peidei, não procurei esconder, todos viram, fedia
Perto de mim ninguém ficava
Ali onde eu peidei qualquer um peidava,
Dar o peido fedido que eu dei quero ver quem dava.

Um homem de moral não peida no salão
Nem quer que a mulher lhe chame de cagão,
Reconhece o cheiro e não desanima,
Levanta sacode a cueca e dá outro por cima”.

Na metade da música o acompanhamento foi parando porque o pessoal não aguentava rir e tocar ao mesmo tempo. Quando ele terminou a última frase, metade da turma rolava pelo chão e outra metade se apoiava nas paredes.

Demorou quase meia hora para terminar a sessão de gargalhadas. O autor da façanha teve que repetir a música umas quatro ou cinco vezes e, em cada uma das repetições acontecia nova rodada de riso.

Impagável!

Achei no Youtube o vídeo da canção original:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Negão 2

Negão e Keithi

Duas historinhas do nosso bom amigo Negão, salgadense que jogou no futebol profissional do América de São José do Rio Preto.

A primeira quando ainda jogava nas categoriasde base e o time retornava a Rio Preto após a conquista da Taça SBS de Juniores no Japão.

No meio da festa uma repórter da Rede Globo começou a entrevistar os jogadores sobre a primeira viagem ao exterior. Alguns contavam da surpresa em ter viajado de avião pela primeira vez quando a jornalista perguntou ao Negão qual a sua opinião sobre o fato de ser um brasileiro o inventor do avião. A resposta do jovem e surpreso atleta:

- Brasileiro é mundiça hein?

A outra aconteceu depois que ele encerrou a carreira. Como Secretário Municipal de Esportes teve que ir a São Paulo de carro e levou o Osmar Guimarães (Bacana) como guia. Numa daquelas grandes avenidas da capital paulista ficou em dúvida quanto ao rumo a seguir e pediu ajuda:

- Bacana, pra que lado eu vou?

- Segue o fluxo Negão...

- Aquele pratinha?

(vou mandar essa do fluxo para o jornalista Renato Maurício Prado, do Jornal O Globo e do Sportv, que tem dois livros publicados sobre situações engraçadas vividas por jogadores de futebol. Os livros se chamam "Deixa que eu chuto" 1 e 2, e a leitura vale a pena).

É FESTA! 16 (Fundadores do Maluko)

Carnaval 2010 - Em 1982 cinco jovens adolescentes decidiram fundar um bloco para animar as noites de carnaval do Salgadense Esporte Clube. Inspirado pelos veteranos do Vira-Copos, o Bloco Maluko transformou o carnaval salgadense e a idéia desses cinco amigos e daqueles que se juntaram a eles para formar o grupo, incentivou a criação de todos os que surgiram nos anos seguintes: Tô-que-tô, Toloko, Balacobaco, Farre-Forra, Babilake, etc. Em 2010, quatro desses amigos se reencontraram no Bloco PB!: Carlos José, Zé Antonio Fernandes, Zé Roberto Iannela e Valdir Cardoso. Só faltou o quinto amigo: Nelson Seraphim Junior.
.
Maluko 1982

Malukos no Carnaval 2010 - Os pioneiros do Bloco Maluko se reencontraram durante o carnaval do Bloco PB!. Zé Antonio Fernandes, Valdir Cardoso, Vilmar Prado, Carlos José, Zé Iannela, Angela Cavenaghi, Elane Arruda, Marquinhos Secches, Miriam Fernandes, Cássia Giamatei, Eliana Marques e Carlos Dadona.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Gappa 2010


Bloco PB! (Carnaval 2010) - Rubens Jr (Ruripa), Valdir Cardoso, Tiela Cruzeiro, Gappa, Marquinhos Secches, Zé Iannela, Fabinho e Davi Neves, Negão e Serginho Mão Branca.

General Salgado, Carnaval 2010.

No Bloco PB! a comemoração dos 20 anos de fundação trouxe gente que há muitos anos não aparecia na cidade, como Lara Castilho, Marquinhos Carvalho, Bruno e Allison Marques, dentre outros. A primeira festa começou na quinta feira. Às cinco horas da manhã todos ainda curtiam o primeiro dia.

Depois de tomar todas a noite inteira, o Gappa apareceu no meio da turma carregando nas mãos um melão. Aproximou-se de um visitante matogrossense, trazido de Jaciara (MT) por César Castilho Moreira (o famoso Rurano) e perguntou:

- Você já comeu um melão à moda indígena?

Imediatamente após a resposta negativa ele levantou o fruto à altura da cabeça e o partiu com uma cabeçada. Em seguida enfiou a cara numa das metades, devorando tudo com o ímpeto de um potente liquidificador.

Quando terminou o serviço, na sua mão ficou apenas um resto de casca. Na sua cara, porém, havia uma cobertura gelatinosa de polpa e semente de melão que chegava aos cabelos. O autor da façanha parecia um espantalho lambuzado, com os cabelos espetados...

Olhou para o assustado visitante, entregou-lhe a outra metade do melão e disse:

- Agora é a sua vez!

Meio sem jeito, o matogrossense preferiu não se aventurar...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

É FESTA! 15 (Chácara do Negão)

Chácara do Negão (30/12/2009) - reunimos um grupo de amigos para ouvir e homenagear Márcio Teixeira da Rocha, que aparece na foto com Zezinho Soldado. No final dos anos 70 os dois foram treinadores do time infanto-juvenil do Grêmio Salgadense. Foi um dos melhores momentos do ano, rever os amigos e reverenciar a figura do nosso querido e estimado Teixeira. Em dezembro de 2010, se Deus quiser, vamos tentar repetir o encontro.

Gilmar Prado Júnior, Gilmar Prado, Miltinho Alves,Vilmar Prado e João Santiago.

Zé Picinha, Vilmar Prado e Carlos José.

Marquinho Secches, Carlos José e Mané Bernabé.

Gustavo Prado, Gilmar Junior, Carlos José, Mané Bernabé e Djair Filó (Coxinha)

O anfitrião Negão e seu fiel escudeiro Nestor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Negão

Aspirantes do Grêmio Salgadense (1982) - Aderson Ferreira, Zé Picinha, Negão, Geninho, Japonês, Valdir Avequi e Maurício.
Agachados: Marquinhos Nunes, Mauro Santos, Márcio Teixeira, Nei Constantino, Cido Borracheiro, Anésio, Edinho e Jorge. Outros craques desse time que não aparecem: Becinha Prado, Mauro Bertochi e David Cristoni.
(foto: Acervo de José Eustáquio de Carvalho)

Por volta de 1977 o nosso time de garotos (Paulinho Futebol Clube, leia a história clicando aqui), passou a ser orientado por Márcio Teixeira da Rocha, com o auxílio de Zezinho Soldado e de um dentista chamado Josafá Barcelos, que tinha alguma noção de Educação Física.

Os treinos ocorriam no Estádio Paulo Possetti em dois períodos: 5 horas da manhã e 6 da tarde. Como era preciso juntar um grande número de garotos, toda a molecada da cidade foi convidada para participar do time. Aqueles que se destacaram formaram o time principal. Os demais, incluindo alguns que não tinham idade suficiente, formaram o time de aspirantes, o famoso “cascudo”.

No time de aspirantes havia um pequeno garoto que se destacava e chamava a atenção. Primeiro, pelo tamanho: era muito baixinho, apesar de contar apenas 11 anos de idade enquanto a maioria da turma ia pelos 13, 14. Depois, pela qualidade técnica: dominava a bola e encarava sem medo os seus marcadores, mostrando habilidade e facilidade para o drible.

O nome do baixinho era Carlos José de Oliveira, mas todo mundo o conhecia como Negão, que era como seu pai, o Policial Militar José Carlos de Oliveira (Zezinho Soldado) o chamava. Sei dizer que, ao ver aquele pequenino atleta enfrentando com bravura os grandes marcadores, todo mundo dizia: vai ser craque!

Além do convívio durante os treinos, viagens e jogos, eu e ele fomos convidados por Márcio Teixeira para tomarmos aulas de violão. Juntos, tentávamos decifrar as dificuldades do instrumento. Ele, com certeza, aprendeu muito mais do que eu.

O tempo passou, o time se desfez, me mudei para Araçatuba e em 1987 assisti, com grata surpresa, uma reportagem da TV Globo de São José do Rio Preto que mostrava os juvenis do América Futebol Clube recém chegados do Japão, onde haviam vencido um torneio da categoria. Entre os garotos entrevistados reconheci um que tocava violão e comandava a festa: Negão.

Japão 1987 - Juvenis do América conquistam a Taça SBS de Juniores no Japão. Dentre eles, o salgadense Negão.

Algum tempo depois ele já estava dentre os profissionais. Seguiu-se, então, uma carreira brilhante que o transformou num dos maiores ídolos da história do clube, e que chegou ao ápice em 1994 quando o time ficou em 5º lugar no Campeonato Paulista. Naquela época chegou a ser sondado por times grandes como Flamengo e Palmeiras, que queriam contar com seu futebol. Ele, no entanto, preferiu manter a vida gostosa do interior a aventurar-se nas grandes cidades.


1994 - Time que terminou campeonato paulista na 5º posição - Em pé: Neneca, Edinan, Serginho Carioca, Davi, Renato Carioca e Dedé. Agachados: Cleber Arado, Roberto Alves, Edson Pezinho, Negão e Cacaio.

Jogando como volante Negão conquistou o respeito e a condição de ídolo da torcida americana, pois dentro de campo mostrava forte poder de marcação e intensa dedicação ao time. Dividia todas as bolas e jamais deixava de lutar pela equipe. Chegou a ser comparado com Dunga, capitão da Seleção Brasileira Campeã Mundial em 1994.

11/06/1995 - América 1 x 0 Ferroviária - Em pé: Édson Pezinho, Serginho Carioca, Davi, Marcelão, Roberto Alves e Williams. Agachados: Negão, Dílson, Cléber Arado, Edinan e Élder.

Um dos fatos mais marcantes de sua carreira, no entanto, foi ter sido o autor do milésimo gol do clube, fato que ficará para sempre anotado na história americana. Durante os treze anos em que atuou como profissional, porém, nunca perdeu a simplicidade do garoto que todos conhecemos nos aspirantes do Grêmio Salgadense. Em todas as vezes que os salgadenses foram a Rio Preto assistir aos jogos do América contra os times grandes, foram por ele recepcionados de maneira festiva e amistosa.

1996 - Em pé: Neneca, Serginho Carioca, Marcelão, Leonardo, Bira e Carlinhos. Agachados: Negão, Luciano Araújo, Edson Pezinho, Cacaio e James.

Eu mesmo tive oportunidade de encontrá-lo várias vezes nessas situações. Em todas parecia que o tempo não havia passado para nós, e que ainda éramos aqueles dois jovens amigos que dividiam a atenção do professor de violão. Sempre sorridente, simpático e popular, muito querido pela torcida, um dos seus maiores prazeres era saber que nas arquibancadas do estádio havia torcedores salgadenses.

Encerrada a carreira (reduzida em dois ou três anos por conta de uma lesão no joelho), voltou à terra natal para atuar como Secretário Municipal de Esportes, desenvolvendo importantes projetos esportivos para crianças e adolescentes.

Além de ser o mais importante esportista da cidade, primeiro atleta salgadenses de destaque no futebol profissional, Negão é, certamente, um dos mais ilustres salgadenses de todos os tempos. Merece, por isso, todas as homenagens.

Voltar a General Salgado e reencontrá-lo é sempre motivo de festa. Sua chácara é famosa por reunir os amigos, inclusive aqueles com quem ele estabeleceu grande proximidade durante sua carreira como Luizão, Clóvis e Marco Antonio Boiadeiro.

Em dezembro de 2009 conseguimos reunir lá um pequeno grupo de amigos que participou desde o primeiro instante dos times formados por Márcio Teixeira no final dos anos 70, e foram testemunhas do talento que Negão mostrava desde os primeiros dribles.

Márcio, inclusive, nos deu a honra de sua presença e acabou sendo a principal estrela do encontro. Foi mais uma oportunidade para agradecer-lhe os bons conselhos que ele deu àquele grupo de adolescentes.

Chácara do Negão (Dezembro de 2009) - Negão, Zé Picinha, Vilmar Prado, Marquinhos Secches, Carlos José, Márcio Teixeira e Mané Bernabé.

Veja também neste blog: Carta aberta a um amigo salgadense (homenagem a Márcio Teixeira): CLIQUE AQUI.
Negão no time do Raé de Moraes em 1975: AQUI.
(fotos do América FC extraídas do site do clube: http://www.america-sp.com.br/).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

É FESTA! 14


Fevereiro de 2010 - Novo encontro de salgadenses de férias na cidade (o encontro de 2009 está aqui na postagem É Festa 6). Rafael Dadona, Adolfo Camargo, Mateus Semensato, Silas Viana, Victor Emmanuel Maron, Ailton Nogueira, Robson Tolói, Jonas Tardioli, Bruno Tomazini, Pablo Tolói e Heuler de Faria Silva.
(Foto: enviada por Ailton Nogueira)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Memória 84 (Torneio 1978)


Torneio Municipal 1978 - Time formado para disputar um torneio comemorativo ao aniversário da cidade. Em pé: Olimpio Pereira (Branco), Matos Além de Brito, Virgínio Guimarães, Álvaro, Toninho Quirino, Aléssio Valeze (Bazé), Cláudio, Fernando e Levi Prado.
Agachados: Zezinho Soldado, Toninho de Vergilio, Décio, Geraldo Giamatei e Wilson Gasques (Camisada).
(foto: Acervo de José Eustáquio de Carvalho - clique na foto para ampliar)