terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feliz 2012


Praça Nossa Senhora das Dores - General Salgado (SP)
(Foto: Glauber Costa, publicada no site oficial da cidade: http://www.generalsalgado.sp.gov.br/)

Na aplicação de qualquer receita destinada à composição da felicidade, não te esqueças do aviso de que a felicidade nasce de ti mesmo.

Não aguardes do mundo a segurança que tão somente poderá ser construída por ti mesmo, dentro de ti.

Nunca menosprezes o trabalho que a vida te confiou.

A tarefa que desempenhas hoje é a base de teu apoio futuro.

Aceita-te como és e com aquilo de que disponhas para realizar o melhor que possas.

Observa que não existe criatura alguma destituída de valor e da qual não venhas a necessitar algum dia.

Quanto possível, conserva a luz da virtude que te norteia a elevação, mas não permitas que a tua virtude viva sem escadas para descer ao encontro daqueles que se debatem sob a ventania da adversidade a te pedirem socorro e compreensão.

Sê fiel ao campo da verdade que abraças, sem desconsiderar a parte da verdade em que os outros se encontram.

Usa a paciência nas pequenas dificuldades para que te não falte serenidade nas grandes crises que todos somos levados a facear nas trilhas do tempo.

Não te apegues aos anseios da juventude, nem te acomodes com o cansaço de muitos que ainda não aprenderam a viver com a criatividade da madureza.

Recorda que até hoje ninguém descobriu o ponto de interação onde termina a fadiga e começa a ociosidade.

Em qualquer tempo, exercita a fortaleza espiritual para que as tuas energias não se dissolvam, de inesperado, quando as calamidades da experiência humana se façam inevitáveis.

Resigna-te a transitar no mundo, entre os que se te revelem na condição de opositores naturais aos teus pontos de vista, mas não formes inimigos nem cultives ressentimentos.

Não abuses e nem brinques com os sentimentos alheios.

Guarda a tua paz, ainda mesmo nas grandes lutas.

Não creias em pessimismo e derrota, solidão e abandono, porque, se amas conforme determinam as Leis do Universo, descobrirás a beleza e a alegria em qualquer circunstância e em qualquer parte da Terra.

E jamais desesperes, porquanto sejas quem sejas e estejas onde estiveres, ninguém te pode furtar o privilégio da imortalidade e nem te arredar do esquema de Deus.

EMMANUEL
(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da noite de 26 de Janeiro de 1973, na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, Minas Gerais).

Feliz Natal


Praça N. Sra. das Dores - General Salgado (SP)
(foto: Glauber Costa, publicada no site oficial da cidade: http://www.generalsalgado.sp.gov.br/).

Soberano Singular

Durante milênios Ele foi aguardado. Falava-se de um soberano poderoso, governador das estrelas. Um Ser, cujo poder abalaria o mundo.

Os homens O idealizaram coberto de riquezas, rodeado de servos. Imaginaram que Seu nascimento seria noticiado a todos os poderosos da Terra.

Que haveria sons de trombetas e anúncios bombásticos. Então, Ele chegou. Aguardou um dia em que a cidade regurgitava de estrangeiros e todas as mentes estavam voltadas para as questões das suas próprias existências. Buscou um lugar mais afastado, longe do burburinho das gentes. Um estábulo.

Entre o feno foi-Lhe preparado um improvisado berço. E Ele veio à luz, tendo como testemunhas silenciosas um boi e um burro. Animais que simbolizam o trabalho e a submissão.

Escolheu por pai um carpinteiro, um homem de índole pacífica e rija têmpera. Por mãe, uma jovem mulher, portadora de peregrinas virtudes e invulgar sabedoria.

Como arautos de Sua chegada teve um coro de vozes celestiais segredando a almas simples, no campo, as notícias alvissareiras: chegara o Rei.

E os pastores, deixando suas ovelhas, foram procurar o menino envolto em panos, conforme lhes falara o celeste mensageiro.

Um nascimento na noite/madrugada. Um menino que dividiria a História da Humanidade, que conquistaria o reino mais difícil de ser encontrado: o coração da criatura humana.

Na fragilidade em que Se exilou, de forma temporária, pacientemente aguardou que o tempo Lhe fosse propício à semeadura para a qual viera.

Quando o tempo se fez, deixou o lar paterno e foi amealhar Seus seguidores. A nenhum prometeu valores amoedados ou projeção pessoal. Ao contrário, falou de abnegação, de perseverança e dedicação. Alertou que nada deviam esperar do mundo porque Ele próprio não era detentor de uma pedra sequer para repousar Sua cabeça.

Alertou do trabalho incansável a que Ele Se devotava, da mesma forma que o Pai que está nos Céus.
Disse das aflições e das perseguições que padeceriam, simplesmente por segui-lO e divulgar a Sua mensagem.

Veio para servir, jamais desejando para Si qualquer honraria ou deferência. Encontrou o coração dilacerado de uma mãe viúva, conduzindo o corpo do filho ao túmulo e o restituiu ao materno carinho.

Estendeu convite a um jovem rico de ambições, a uma mulher equivocada, a um cobrador de impostos, a uma vendedora de ilusões. Consolou os aflitos corações das mulheres que por Ele derramavam lágrimas, no caminho do Calvário.

Entregou-Se em sacrifício, sem nenhuma nota dissonante, e dignificou a morte, aceitando-a em preces ao Pai.

Na data em que Seu nascimento é lembrado, entre cânticos de ventura e mimosas trocas de presentes, nossos corações se erguem, em preces, louvando-Lhe a Celeste presença.

E, com sempre inusitada alegria, reunimos a família em torno da mesa, visitamos os amigos, abraçamos os colegas.

Tudo em nome e em homenagem a um menino, Celeste Menino, vindo das estrelas ao nosso ainda pobre e sofrido planeta de provas e expiações.

Rei solar. Rei dos céus. Pastor das almas. Mestre e Senhor. Nosso Senhor Jesus.

(redação do Momento Espírita. Em 19.12.2011).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Memória 110 (Romano e Romeu)



Romano e Romeu (1981) - Os irmãos Marão e Odair animavam as festas salgadenses nos anos 70, e no início dos anos 80 conseguiram gravar alguns discos com relativo sucesso. Exímios violonistas, eram requisitados em toda a região para cantar em festas e eventos.
(foto: Álbum de Pedro Giamatei).

New Castilho City

Essa aconteceu em meados dos anos 80.

Zé do Braz arrumou um peão que não tinha muito jeito para o trabalho, chamado Angorá. Como o dito cujo não gostava do batente, o patrão começou a carregá-lo para cima e para baixo como companhia. Passou a ser tratado de "segurança do Zé do Braz", e gostou da idéia, praticamente assumindo o papel. Em todos os locais em que paravam para conversar com alguém ou tratar de algum negócio, o peão ficava olhando ao redor, comportando-se como verdadeiro guarda-costas.

Certo dia em Nova Castilho, o segurança chegou no boteco do Zé Carlos Honorato e avisou que o "doutor Zé do Braz" tinha ido embora para Auriflama e deixado a ele a responsabilidade de cuidar do vilarejo. Imediatamente a turma decidiu aprontar alguma.

Gumercindo Pereira saiu de fininho e, ao retornar, começou a discutir am altos brados com o Zé das Vacas. No meio do bate-boca levantou a camisa para mostrar um revólver na cintura. Zé das Vacas foi até o carro e também retornou armado, dando corda à "discussão" e exibindo o revólver. Quando notou os contendores armados e percebeu que a discussão poderia piorar, Angorá tentou acalmar os ânimos. Mas sua intervenção nada adiantou e o bate-boca pegou fogo. De repente os brigões partiram para o meio da rua e sacaram as armas, enquanto o Angorá se escondeu atrás do balcão da venda.

Gumercindo e Zé das Vacas, um atrás de um poste e outro acocorado ao lado de um carro, apontavam as armas e faziam de conta que atiravam. Enquanto isso, alguém da turma acendia bombinhas de festa junina e jogava na rua ao lado. Depois de uns dez minutos de tiroteio - acabou o estoque de bombas - tiveram que dar uma trégua, e o Angorá, aproveitando o armistício, saiu correndo em direção ao Posto Telefônico.

Naquele tempo, o Posto Telefônico funcionava ao lado do Bar do João Careca, e sua filha Dinha era uma das telefonistas. Esbaforido e com os olhos arregalados Angorá entrou no posto e pediu uma ligação urgente para o Dr. Zé do Braz, em Auriflama. Mas a telefonista também estava avisada da brincadeira, e transferiu a ligação para a casa do Gumercindo, onde todos aguardavam o fecho da estória.

- Dr. Zé do Braz, pelo amor de Deus! O senhor precisa vir aqui em Nova Castilho agora!

- Que aconteceu Angorá? - perguntou Gumercindo tentando imitar o Zé do Braz - Eu não deixei você responsável por tudo? Como é que você me deixa acontecer alguma bagunça aí? O que é que foi?

- Doutor! Isso aqui virou um faroieste!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Memória 109 (Atletas)


Estádio Paulo Posseti (1970) - Os atletas Pedrinho Giamatei e Edgar Contente (o Dega), se preparando para mais uma apresentação do escrete salgadense. Os muros do Estádio Municipal Paulo Posseti só foram construídos por volta de 1976/77, quando houve uma festa de reinauguração.
(foto: Álbum de Pedro Giamatei).

O porre do Vande

Essa aconteceu depois de uma festa que atravessou a noite, o que, na nossa época, era difícil acontecer. Os botecos fechavam cedo, a cidade não tinha nenhum tipo de atração noturna. Tínhamos que inventar algumas comemorações especiais para reunir a turma.

Fim de festa, o dia amanhecendo, todo mundo de tanque cheio e começando a refugar cachaça. Vande Mendonça, que sempre foi dos que mais bebiam, com uma resistência que surpreendia a todos, reclamou que não estava bem. 

Os amigos foram acudi-lo e ele explicou que estava sentindo o estômago embrulhado, cheio demais. Alguém quis ajudar:

- Enfie o dedo na garganta e vomite. Só assim pra você melhorar.

Ele não perdoou:

- Se coubesse o dedo eu bebia mais uma!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Memória 108 (João Lara)

João Lara (1982) - O mais famoso pipoqueiro da cidade, atendendo aos pequenos Vinicius Giamatei e Maurício Fantini de Moraes.
(foto: Álbum de Aldair Giamatei).

Gappinha Ranieli

Carlos Mesquita convidou os cunhados, a dupla Gappa e Gappinha, para uma pescaria. Arrumaram as tralhas e partiram num Fiat 147 para os ranchos de Auriflama, sem esquecer o ingrediente principal da aventura: uma caixa de cerveja bem gelada.

Quase fim de tarde, fim da cerveja, foram conferir o resultado da pesca: 3 peixinhos mixurucas. Resolveram voltar. No meio do caminho o carro pifou. Abriram o motor, examinaram algumas peças, até que um deles desconfiou: acabou a gasolina!

- Não é possível! - disse o proprietário do possante - enchi o tanque hoje cedo!

Uma camionete apareceu e deu carona para o Gappinha até a cidade. Meia hora depois ele apareceu na garupa de um mototáxi. Escurecia quando chegaram em Auriflama e decidiram parar numa lanchonete para tomar mais umas enquanto o carro era reabastecido. A fome apertou mas o dinheiro não dava para muita coisa. Os últimos trocados seriam guardados para mais algumas cervejas, pois, apesar da fome, ninguém se habilitava a trocar bebida por comida naquele momento.

A dona da lanchonete começou a preparar uns petiscos para a clientela e o aroma do ambiente foi atiçando e fazendo roncar a barriga dos salgadenses. Mesquita puxou assunto, elogiou o cheiro da comida, disse que eram da vizinha cidade, estavam de passeio, foram conhecer os ranchos e pescar alguma coisa. Pegaram muito? Quis saber a gentil senhora:

- Não! Pegamos só uns 30 quilos!

- Eu sempre compro peixes do pessoal que pesca lá nos ranchos. Se vocês quiserem vender um pouco eu compro! - disse a comerciante.

- Podemos fazer negócio então. Mas a senhora não precisa pagar não. A gente troca peixe por comida, pode ser?

- Claro que sim! O que vocês querem?

A mesa foi servida de vários aperitivos e os famintos atacaram, principalmente o Gappa, com o apetite voraz que sempre lhe foi peculiar. Mesquita percebeu que o local era repleto de fotos de futebol e direcionou a prosa, perguntando se os proprietários da lanchonete gostavam do esporte. Responderam dizendo que tinham um conhecido (ou parente) que havia jogado no Corinthians, o Wilson Mano. Aí o salgadense preparou o golpe:

- Esse aqui - apontou o Gappinha - é o Ranieli, que jogou no Palmeiras na mesma época em que o Mano estava no Corinthians. Vocês devem ter ouvido falar, ele e o Mano eram muito amigos...

Surpresos, os comerciantes vieram conhecer de perto e cumprimentar o famoso boleiro, dizendo-se honrados pela presença. O Gappinha "Ranieli" desandou a contar das aventuras que havia passado junto com o atleta auriflamense, jogos, vitórias, derrotas e tudo o mais. E encerrou dizendo que tinha muita saudade, que gostaria de reencontrar o amigo, de quem há muito não recebia notícias. Apresentaram-lhe uma foto para que ele autografasse e ele escreveu em letras garrafais: "Ao amigo Wilson Mano, um grande abraço do Ranieli". E o quadro voltou para a parede.

Na hora de pagar a despesa, por conta da gentileza do visitante famoso, cobraram apenas as cervejas, deixando as porções pela serventia da casa.

No dia seguinte o Mesquita foi sair cedo para o trabalho e o carro não funcionava. Olhou no marcador: seco! Só então descobriu que o tanque estava furado.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Blog do Fred



Pergunte ao Fred - Fred Wagner integra o grande grupo de paulistanos que descobriu General Salgado através dos amigos e tornou-se assíduo visitante da cidade, especialmente nos carnavais do Bloco PB!. Publicitário e consultor, foi colunista da Revista UMA e do site Itodas. É dono de um dos blogs mais interessantes da grande rede, respondendo indagações sobre relacionamentos amorosos e o universo masculino. Ele promete responder todas as mensagens e contribuir para a solução dos problemas apresentados. O Blog Pergunte ao Fred merece uma visita (CLIQUE AQUI).

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Memória 107 (Rainha do Baile)

Bailes de Gala - Aniversário da cidade (1970) - Nos anos 70/80 o Salgadense Esporte Clube promovia grandes bailes de gala. O principal deles comemorava o aniversário da cidade com um concurso de beleza entre as jovens salgadenses. Na foto: o dirigente do clube Paschoal Pompílio, a princesa Aldair Silva (casou-se com Pedro Giamatei), a rainha Maria Tereza Posseti (casou-se com Nildemar Marques) e o mestre de cerimônias Norival Cabrera.
(foto: Álbum de Aldair Giamatei)

Histórias dos Bailes de Gala do Salgadense: (CLIQUE AQUI)

Camisada

Wilson Gasques, o famoso Camisada, sempre foi conhecido pelo jeito característico de falar aos arrancos, emendando frases, comendo letras e misturando palavras. Funcionário da Prefeitura, numa determinada época trabalhava no almoxarifado. Naquele tempo não existia telefone celular e a administração mantinha contato com os motoristas através do rádio-amador.

Certo dia foi chamado ao setor de rádio para atender um motorista que pedia socorro. Sem estar habituado à linguagem dos rádios amadores, pediu explicações e o motorista esclareceu:

- Camisada, o ônibus quebrou aqui perto do Cachorro Sentado, acho que é o motor, câmbio.

- Quebrou o motor ou o câmbio?

- Foi o motor Camisada, câmbio.

- Digaça, parece que você não entende nada de mecânica...

- Entendo um pouco sim, Camisada, pifou o motor, manda socorro, câmbio.

Calai, impossível ter quebrado, esse câmbio é novinho...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Memória 106 (Joaquim Dourado)


Joaquim Dourado - Por muitos anos, seu Joaquim foi proprietário de uma oficina do tipo conserta-tudo, nos altos da Avenida Antonino José de Carvalho. Casado com dona Noêmia dos Santos Dourado, era pai de Nilson, Nilton, Rosângela e Placídio. Placídio Dourado é o atual proprietário do antigo Bar do Zé do Peto, na esquina da Avenida Antonino com a Rua Vicente Rodrigues Mendonça.
(foto: Álbum de Placídio Dourado)

Vande Outra Vez

Vande Mendonça trabalhou na agência do Banco Real que existiu nos anos 70/80 em General Salgado, instalada na esquina da Avenida Antonino com a Rua Nadir Garcia. Naquele tempo os bancos - assim como quase todo o comércio - fechavam para almoço. Antes da bóia os bancários costumavam fazer uma parada estratégica e obrigatória no Bar do Nino Giamatei para abrir o apetite.

Num desses dias, acompanhado de alguns colegas de serviço (Jorge Vieira, Hugo e Angelo Beltran), Vande encostou-se no balcão do Nino e pediu uma cachaça com certa ansiedade, dizendo que naquele dia havia acordado com uma grande vontade de beber. Nino quis entender a história direito e ele se explicou:

- Essa noite eu sonhei que estava andando numa estrada comprida sentindo muita sede, até chegar numa venda. Imediatamente pedi uma pinga para o botequeiro. Ele botou o copo no balcão, encheu de cachaça, e quando eu fui pegar o copo, perguntou se eu queria pura ou com limão. Respondi que preferia com limão. Quando ele se virou para buscar o limão eu acordei. Eu fui muito burro!

- Ué Vande? Burro porquê?

- Porque inventei de pedir limão! Se tivesse pedido pura tinha dado tempo de beber...

Outros causos do Vande: (CLIQUE AQUI).

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Memória 105 (Malukos na piscina)

Carnaval 1988 - Integrantes do Bloco Maluko se refrescando na residência de D. Lúcia e Marino Secches: Carlos José, (não identificada), Carine Chibeni, Andréa Bacalá, Marquinhos Secches, Maurício Fantini, Gappa, Cleire de Almeida, Silvana Javarez, Maurinho, Zoinho e Zeza.
Atualização em 31/20/2011: Maurinho, que depois de vários carnavais tornou-se salgadense em definitivo, casando-se com Marli Cardoso, mandou mensagem para dizer que o penúltimo retratado é o Zoinho e não o Papel. Maurinho, Zoinho, Papel, Tim Tones, Minguinho e Lepô, eram amigos paulistanos do salgadense Bacana que por muitos anos frequentaram os carnavais do Bloco Maluko. Maurinho e Minguinho gostaram tanto da cidade e dos salgadenses que acabaram se fixando em definitivo na terrinha.
(foto: Álbum de Andréa Bacalá Marques). 

Memória 104 (Carnaval 1988)

Carnaval 1988 - A bateria do bloco Tô-que-tô se preparando para animar a festa do Bloco das Piranhas: Marcelo Cruzeiro, Edson Alves (Birolinho), Chiquinho Cervantes, Pedrinho Arruda e Gustão Cervantes.
(foto: Álbum de Andréa Bacalá Marques)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Burrada

Havia longo tempo que o menino vinha atentando o pai e pedindo o presente dos seus sonhos: uma bicicleta. Meeiro de roça num pequeno sítio nas proximidades de São João de Iracema, o pai não dispunha de recursos para tanto, mas prometeu que tentaria satisfazer o desejo do filho se da próxima safra resultasse o lucro esperado.

Passou-se o tempo planejado e dos ganhos do roçado o pai conseguiu apartar uns cobres para "apanhar" uma bicicleta de segunda mão. O menino ficou satisfeito, não cabia em si de tanto contentamento. Tanto que não mais se apartava do presente. O pequeno sítio acabou inteiramente cortado pelos sulcos dos pneus do novo brinquedo, que na hora de dormir era guardado no quarto do dono, ao lado de sua cama.

Numa tarde o pai chamou o menino: "vá lá no pasto de cima buscar o burro". O piquete era perto da casa e nele o burro ficava recolhido para facilitar o serviço quando fosse necessário atá-lo à carroça. Porém, andava escasso de grama e por isso o animal havia sido solto no pasto de cima, onde o capim era mais abundante e vistoso. O menino não se animou a caminhar até onde animal pastava, montou na magrela e saiu pedalando.

Ao ser cabresteado o burro não ofereceu resistência, talvez tenha estranhado um pouco quando a ponta da corda foi amarrada na garupa da bicicleta, mas mesmo assim seguiu adiante, puxado pelo ciclista que seguia em marcha lenta e internamente comemorava o feito, pois havia encontrado uma forma de facilitar os  pequenos serviços que o pai lhe destinava.

Na passagem do pasto para o piquete havia uma chave de arame, um tipo de cancela muito comum na zona rural, e que obriga o transeunte a enroscar o balancim ao qual o aramado é preso em duas alças fixadas num palanque. O ciclista abriu a chave, esperou o burro passar pela cancela, parou a bicicleta e armou seu descanso, acreditando que - preso pelo cabresto à garupa - o asno o aguardaria fechar a passagem. O animal até que entendeu a situação e ficou esperando. O menino encaixou a base do balancim na alça de baixo, e quando se preparava para enroscar a ponta do guatambu na alça de cima ouviu um barulho estranho e virou-se para assistir a uma cena estarrecedora.

Sem perceber, o ciclista havia escorado o descanso em solo arenoso, a bicicleta derrapou vagarosamente e ao atingir o chão produziu na rédea um golpe suficiente para espantar o burro, que estirou e saiu em desabalada carreira no rumo da casa.

A magrela foi sendo arrastada em meio aos murundus, buracos de trilhos e coices do burro, que quanto mais percebia estar sendo por ela perseguido, mais se assustava e acelerava a toada. O animal só mitigou a marcha quando chegou ao portão da morada, também pelo fato de que, no trajeto, algumas partes da magrela foram ficando pelo caminho. Quando o desesperado menino conseguiu alcançar o local onde o burro, ainda espantado, bufava e zunia, levou às mãos à cabeça: do tão sonhado presente só restava a carcaça retorcida da qual nada mais se aproveitava.

Foi preciso esperar outra boa safra para conseguir convencer o pai a comprar-lhe outra bicicleta. Autor da façanha: nosso amigo Luiz Antonio de Souza, o famoso Sapo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Memória 103 (Irmãos Contente - 1942)


Irmãos Contente (1942) - Os filhos do casal Adelina e Vitorino Contente: Cacilda se casou com Natal Mendonça; Edgard, o Déga, casou-se com Inês Giamatei; e Vilma com José Cândido Vieira (Nego Alfaiate). Os pioneiros da família Contente faziam parte de um dos primeiros grupos de imigrantes italianos (ou descendentes) que chegaram à região logo depois da fundação da cidade (anos 30/40).
Atualização em 31/10/2011: Marta Contente enviou mensagem corrigindo o nome de seu pai, Edgard, e o sobrenome de dona Inês, que é filha do famoso Gregório Giamatei.
(foto: Álbum de Ivone Vieira Lopes).

Pitanguinha 2

Essa aconteceu na época em que o saudoso Marcelo Pereira, o famoso Instalação, ainda estava entre nós.

Num dos bares da cidade o Pitanguinha divertia uma turma enquanto filava cigarros e trocados. Puxou um deles pela manga da camisa:

- Ô Instalação, me dá 5 reais...

Sem receber atenção - alguns relembravam casos engraçados enquanto os demais riam e puxavam outros acontecimentos pela memória - ele insistia:

- Ôô Instalação, arruma 5 reais pra mim...

Depois de muita cobrança o cobrado perdeu a paciência.

- Pitanguinha, vai encher o saco de outro. Eu nem sou o Instalação... Eu sou o Gargamel eletricista...

- Ué! Então você é o Instalação sim! Instalação de luz. Me dá cincão aí vai!!!

(veja outros causos do Pitanguinha e do Instalação).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Bar Tribunal 2

No dia 6 de setembro próximo passado consegui cumprir a promessa feita ao amigo salgadense Marcelo Cruzeiro e visitar o Bar Tribunal, na capital paulista. (lembre AQUI).

Visão geral do bar

Contei com a prazerosa companhia de outros salgadenses "capitalistas": Wesley Galhardo, Márcia e Breno Giamatei.

O Bar é grande, muito bonito, bem decorado com peças de antiquário, quadros e máquinas de escrever antigas, ambiente agradável, serviço de primeira, cerveja farta e glacial. E o que mais impressiona: o tempo todo lotado!

Cerveja de primeira qualidade estupidamente gelada.

O bar fechou à meia-noite e o proprietário ainda nos aguentou do lado de dentro até uma e meia.

Cal, Marcelo Cruzeiro e Wesley Galhardo

Para lembrar a nossa General Salgado e homenagear o pai, Marcelo pendurou na parede uma foto do seu Mauro Cruzeiro detrás do balcão da antiga Cantina do Papai.

O Bar Tribunal merece a visita, veja o MAPA AQUI. Endereço: Rua Jericó nº 15 (esquina com Rua Original), Vila Madalena - SP.

Só tenho uma reclamação a fazer: Marcelo não me deixou pagar a conta!
Desse jeito vou ter que voltar...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Memória 102 (Estudantes - Anos 60)


Estudantes salgadenses (Anos 60) - Moema Julia da Silva, Degene May, Marita, Adenir Silva e Nilva. Uso de bobs e lenço na cabeça, naquela época, indicava preparativos para algum grande evento social.
(foto: Álbum de Adenir Silva)

sábado, 17 de setembro de 2011

Farinha do nosso saco 6

Rosangela Ferraz -  Designer de Interiores
ABD 7707 - Tels. 11-99611182 - 11-25899449.

A designer salgadense Rosângela Ferraz é uma das estrelas de um projeto de interiores do Lar Center, no Shopping Center Norte, em São Paulo. Filha de Otacílio Gomes Ferraz e Vilma Rosa da Silva Ferraz, Rosângela nasceu e morou em General Salgado até completar 19  anos, quando se mudou para São Paulo, onde cursou Direito e Design de Interiores. Pós-graduada em Design de Interiores e Repertório Projetual pela FAAP-SP, especializou-se em Light Design pelo IED, Instituto Europeu de Design.

Atualmente trabalha com projetos de  interiores em imóveis comerciais e residenciais, leciona temas relacionados ao universo da decoração no Lar Center e foi selecionada em 2009, 2010 e 2011 nos concursos jovens profissionais promovidos pela Demais Editora e pelo grupo Center Norte.

Em 2009 seu projeto homenageou Jacqueline Kennedy Onassis através de um pop-art na vitrine da loja Attrative no shopping Center  Norte. Em 2010, inspirada nos campos de Provence, na França, criou um ambiente com toques de sofisticação e rusticidade para a vitrine da loja Sierra do Center Norte. Nesse ano o tema  é Design Brasil, preservando a memória brasileira, homenageando Assis Chateaubriand, o criador da televisão no Brasil, também no espaço nobre do shopping Center Norte, com parceria de Rogério Basile Quadrado, designer de interiores e Nattan Cardozo, arquiteto.

Projeto 2011 - Homenagem ao pioneiro da televisão Assis Chateaubriand.

Conceituação do projeto de 2011: "O mundo visual: onde tudo começou. Assis Chateaubriand foi um visionário que trouxe a TV para o Brasil na década de 50 , nesse momento tão importante  possivelmente  nem ele poderia imaginar que no dia 18/09/1950 estaria unindo os vários Brasis, fazendo com que a sociedade  brasileira saísse do mundo doméstico e vizinho e se transportasse para os outros Brasis até então desconhecido para a maioria  da população.

O Brasil começou a se ver e perceber a grandiosidade da nossa cultura e dos nossos costumes,  mudou o comportamento sócio-  cultural e esse aparelho instalado no meio da sala de visitas  mudou irreversivelmente  o modo das pessoas se portarem perante  aos familiares, e ao mundo, pois ela chegou e tomou um lugar na família  na casa e no mundo particular de cada um,  agigantou-se de tal forma que tomou um espaço maior que o imaginado na vida das pessoas levando a cada lugar um universo  de informação.

O espaço retrata a sala da década de 50 onde a sociedade se acomodou ao redor da TV, que passou a ser o centro das atenções,  e se agigantou de tal maneira que ela engoliu o cotidiano e o modo de se portar da sociedade, por isso a sala se ambiente  dentro de uma TV dos anos 50. Nesse espaço retratamos o cuidado em homenagear designers de móveis da época como Rino Levi e Scapinelli os móveis são  autênticos da década de 50, pois o próprio Chatô divulgava e valorizava a arte".

Rosângela e equipe no Lar Center - Shopping Center Norte - SP.

Rosângela é, seguramente, mais uma salgadense de muito talento, como muitos outros esparramados por esse mundão de Deus.

A ela os cumprimentos e as homenagens do Proseando.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Aniversário da Cidade

No dia do aniversário da cidade - parabéns a todos os salgadenses - vídeo da TV TEM que divulga as atividades do município.

 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Memória 101 (Dr. João Moreira)


Dr. João Rodrigues Moreira e Lázaro José Francisco (Zezo) - 1941 - Primeiro médico da cidade, Dr. João chegou a General Salgado em 20 de junho de 1938. Também exerceu o cargo de sub-delegado. O paciente Zezo é filho do pioneiro Antonio Francisco Filho, o famoso Nego Nenê.
(foto: Álbum de Lázaro José Francisco).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pescaria

Os então adolescentes Jibóia, Gapinha e Escadinha foram passar um final de semana no sítio do seu Afonso Muniz, avô do primeiro. Foram preparados para as diversões que normalmente ocorrem nessas oportunidades.

No sábado pela manhã começaram a preparar apetrechos para uma pescaria, o sitiante havia avisado que a represa estava repleta de tilápias. A avó do Jibóia caprichou no almoço: frango com milho verde e uma deliciosa maionese. Gapinga, doido por maionese, atacou três pratos sob a justificativa de reforçar-se a fim de aguentar o resto do dia na beira da lagoa. Ao invés de prepararem iscas, seu Afonso entregou-lhes um enxadão.

- Procurem minhocas nas proximidades da represa, tem bastante por lá!

Marcharam com disposição atravessando pastos até a margem da lagoa onde começaram a cavucar à procura das iscas. Abriram buracos por todos os cantos, mas nada de minhoca. O sol quente foi apertando, a paciência encurtando, até que o esforço e o calor produziram graves efeitos no Gapinha, que abandonou o cabo do enxadão procurando uma moita para se aliviar.

Minutos depois retomaram, sem sucesso, a busca pelas minhocas. Quase ao final da tarde já contavam com o fracasso da empreitada, inconformados com a impossibilidade de pescar as tilápias que, segundo a propaganda do proprietário do sítio, chegavam a quase dois palmos.

De repente o Escadinha começou a vasculhar pelas moitas sem que os demais pudessem ver o que fazia. Armou uma das varas de pesca e lançou o anzol na água. Menos de um minuto depois, puxou para fora da água uma vistosa tilápia que reluzia ao sol e se debatia contra a captura. Surpresos, os outros amigos não entenderam como é que ele havia conseguido isca, pois nem mesmo árvores frutíferas existiam nas proximidades.

Ao agarrar o peixe para tirá-lo do anzol e descobrir a isca utilizada o Jibóia questionou o pescador:

- Mas, Escadinha, onde é que você arrumou milho verde?

- Ué, na bosta do Gapinha!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mundo Velho Sem Porteira

Na minha família, formada por descendentes de mineiros, a expressão "mundo velho sem porteira" sempre foi usada para saudar o encontro com alguma pessoa que há muito tempo não se via. O mundo gira, a lusitana roda (como dizia antiga propaganda de uma empresa de mudanças...) e de vez em quando a gente tromba com conhecidos desaparecidos por esse mundão de Deus.

Quando eu era criança pequena em General Salgado (com licença para roubar o bordão televisivo), adorava passar férias em Araçatuba, na casa do tio João Firmino Marques. Marivone, Lena, Alcir e Zé do Braz me carregavam para todo lado: cinema, zoológico, lanchonetes (eu gostava mesmo é de ir às bancas de revistas comprar gibis) etc. E assim fui, aos poucos, descobrindo o mundo que existia do outro lado do Rio Tietê.

Quando fiquei maiorzinho - 14, 15 anos - o tio Zé do Braz me levava para passear na Avenida Brasília e, como tinha seus compromissos, às vezes me deixava entregue nas mãos dos garçons do Bola 7, o principal restaurante da época e que até hoje é atração na capital do Boi Gordo. Eu ficava por alí na companhia de alguns amigos e quando chegava a hora de ir embora avisava um garçom, o Joaquim. Ele me embarcava num táxi e dizia ao motorista o endereço onde devia me deixar.

Anos depois, quando me mudei para Araçatuba, passei a frequentar com bastante assiduidade o Bola 7, porém, nunca mais encontrei aquele garçom. Em 1993 ou 1994, na Chopperia Babilônia em São José do Rio Preto, botei reparo no sujeito que me atendia e reconheci o desaparecido Joaquim. Ele se lembrava dos tempos em que, além de cuidar do seu serviço, ainda vigiava nossa turma de caipiras perdidos na cidade grande.

O mundo girou com as porteiras abertas e eis que, na última sexta-feria do mês passado, tive a honra de assistir ao casamento dos amigos Eduardo Mendonça e Celestiany Villar, em Rio Preto. A primorosa festa, no Buffet Dalila, reuniu um grupo seleto de amigos e familiares do casal. Por incrível que pareça, ao chamar um garçom para encomendar o primeiro drink do dia, me deparei com o velho e estimado Joaquim. Não tive como deixar de exclamar, mais uma vez: eita mundo velho sem porteira!. E fiz questão de registrar o reencontro.

Anos 80 - os garçons do Bola 7 na tradicional festa junina do restaurante. Joaquim é o segundo da esquerda para a direita.

Rio Preto (29.07.2011) reencontro no Buffet Dalila.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Revista Placar

Parte da capa da Revista Placar de 18.07.1980

Os aficcionados por futebol sempre elegeram a Revista Placar como a principal fonte de notícias. Na minha adolescência (final dos anos 70/início dos 80), era quase a única. A maior dificuldade, porém, era encontrá-la, pois não tínhamos acesso a assinaturas e a cidade só dispunha de uma banca - a Discolândia - então instalada defronte a Igreja da Matriz, ao lado da barbearia do seu Kalu.

O Walter, dono da banca, encomendava quatro ou cinco exemplares por semana e, com isso, havia uma grande disputa entre os interessados. Eu e Mané Bernabé deixávamos exemplares encomendados com o Walter, mas era comum ele vender as nossas encomendas para o primeiro que aparecesse antes. Me lembro de uma vez que, para não ficar sem, montei num ônibus na rodoviária salgadense e fui comprar a revista em Auriflama.

Certa vez enviei uma carta para a redação da revista, pedindo para ser incluído nos leitores que trocavam correspondências. Na edição de 18.07.1980 meu nome foi publicado, e recebi um grande número de cartas de todo o país.

Agora, viajando na internet, consegui - para minha grande surpresa - encontrar a edição que trouxe o meu nome entre os leitores. Vejam só:



Nome e endereço do blogueiro na Edição n. 533, de 18.07.1980
(clique na imagem para ampliar)

Sob todos os aspectos (futebol, jornalismo esportivo e adolescência salgadense) aqueles foram verdadeiros bons tempos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Memória 100 (Nova Castilho)


Nova Castilho (Anos 30) - Uma raríssima imagem com dez dos primeiros moradores de Nova Castilho, posando em frente a uma das primeiras casas de comércio do vilarejo, de propriedade de José Thomaz. Da esquerda para a direita: José Juca, Manoel Justino, Firmino Luiz Marques, Antonio Felício, Paulino Galhardo, Antonio Francisco Filho (Nego Nenê), João Firmino Marques, Manoel Reria, João Leopoldino e Irmo Burgue.
Encontrei essa foto nos guardados do meu bisavô Firmino Luiz Marques, mas não havia como identificar os retratados. Lázaro José Francisco (o Zezo, filho do pioneiro Nego Nenê), me enviou outra cópia da mesma foto, cujo verso trazia todas as informações. Com essa postagem o Proseando completa 100 publicações de fotos antigas, resgatando e homenageando a memória dos nossos pioneiros.
(foto: álbuns da Família Marques e da Família Francisco)
(clique na foto para ampliar)

Pitanguinha

Antonio Carlos Pereira da Silva - o famoso Pitanguinha

Pitanga, como todos sabem, é personagem marcante do carnaval salgadense. Desde 1983 é assíduo frequentador do famoso Bloco das Piranhas, cujo bordão sempre foi "Inha, inha, inha, Pitanga é a Rainha".

Seu irmão mais novo, o Antonio Carlos, também se transformou em celebridade salgadense, a exemplo de algumas outras, impossíveis de serem localizadas noutros cantos do planeta terra.

Privilégio da nossa admirável terrinha, que sempre acolheu personagens distintos.

É bem verdade que o Pitanguinha precisava mesmo é de tratamento médico. Todos sabem que, portador de um certo grau de retardamento mental, deveria receber auxílio especializado. Porém, enquanto as autoridades claudicam e a família não possui condições de dar-lhe o necessário cuidado, vive ele pelas ruas da cidade filando cigarros e trocados de todo mundo que lhe aparece pela frente.

Não há como negar, no entanto, que ele leva tudo na esportiva e aceita todas as brincadeiras com fino humor. Há alguns anos ouvi-o contando, numa roda, que havia arrumado uma namorada. A turma deu corda ao assunto e ele passou a pedir uns trocados justificando a necessidade de por uns cobres no bolso:

- Vou levar minha namolada no restolante...

- E você sabe se comportar num restaurante Pitanguinha? - perguntaram-lhe. O que você vai pedir?

- Pra ela vou pedir fimé leão, pra mim natumóbis... Se ela não gostar de fimé leão eu peço uma pizzula...

E seguiu narrando as aventuras que pretendia curtir ao lado da pseudo-namorada, repetindo a todo momento a vontade de tomar uísque Natu-Nobilis e oferecer à amada Filet-mignon ou pizza.

Dia desses encontrou o Caiçara no Bar do Placídio Dourado e foi logo pedindo cinco reais. Recebeu, ao invés do dinheiro, uma proposta de trabalho:

- Pitanguinha! Vamos comigo na fazenda do Adilson Promicia. Você me ajuda cortar cana para tratar de uns animais, e, em troca eu te dou vinte reais. Topa?

Ele fez cara de indignação e justificou a recusa:

- Não vou não... eu não plantei cana!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Memória 99 (Festa do Ridículo)

Festa do Ridículo (Anos 80) - Emerson Vieira (Tiozinho), Anay Iannela, Marineila Marques, Lucas, Bruna Filó, Graziele Alves, Marquinho Carvalho, Renata Sandoval e Gugu Del Nery. Agachados: Escada e Carrapicho.
(foto: Álbum do PB).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Memória 98 (Turma da Tia Neide)


Anos 70 - Fátima Prestes, não identificado, Vanda Mendonça, não identificado, Zé Ramos, Pedro Cunha, Márcio Aurélio Cruzeiro e Joaninha Custódio. Sentados: João Pão, Marlene Crivelari, José Olímpio (Cabo Honório) e Aldair Giamatei.
Lembrou de alguém? Mande um email para o nosso EMBORNAL.
Atualização em 25.07.2011 - Tia Neide e Vilmar Prado ajudaram na identificação correta da turma.
(foto: Álbum da Neide da Silva).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Flávio Rodrigues na TV Cultura



O nosso Flávio Rodrigues no programa Guitarrisimo, da TV Cultura (SP), falando de sua carreira e da música flamenca. Gravado em 2009 no auditório do Instituto Cervantes, da Universidade Livre de Música (São Paulo), com a participação do cantador Pedro Obregón e da bailarina Concha Jareño. Vale a pena conferir.

Uma das músicas apresentadas se chama "Bom Retiro", clara referência que o autor faz à Fazenda Bom Retiro, de General Salgado, onde Izaltina e Hipólito Marques criaram os filhos.

Dica: deixe o vídeo descarregar e depois assista com calma, vale cada um dos 28 minutos de gravação.

Flávio, como se sabe, é um dos mais conceituados músicos de flamenco em toda a Europa. Façanha digna do orgulho não só dos salgadenses, mas de todo o Brasil.

Confiram aqui nossas postagens anteriores sobre ele.

Farinha do Nosso Saco 1 - Flávio Rodrigues

Farinha da Boa - Flávio Rodrigues, grande vencedor do FestMadrid

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Memória 97 (Aniversário Maria Sirotto)


Aniversário de 15 anos de Maria Sirotto (anos 80). Estão na foto: Hebinho Chaves, Rogério Marques, Gappinha, Shu Posseti, Emerson Vieira (Tiozinho), Graziela Fernandes, Paulo Eduardo Lanfredi, Roberta Ferraz, Marquinho Carvalho, Ana Izabela Sirotto, Maria Sirotto, Flávia Vieira, Sandra Mara, Cássia Sirotto e Birolinho.
Lembrou de alguem mais?
Mande um recado para o nosso embornal (CLIQUE AQUI).
Atualização em 18.07.11: Bruno Marques (lá dos States), achou o Rogério Marques meio escondido atrás do Hebinho.
(foto: Álbum de Maria Sirotto)

Você está ficando velho?

Recebi e publico aqui e-mail cuja finalidade é conferir se estamos ficando velhos.

Vou responder as perguntas para conferir.

VOCÊ ESTÁ FICANDO VELHO, SE:...

1 - Fez curso de datilografia?
Resposta - Fiz. A Escola ficava na Avenida Antonino José de Carvalho, em frente a casa do Dr. João Rodrigues Moreira. Minha professora foi a Joaninha Custódio. Onde será que anda a Joaninha...?

2- Odiava ou adorava as provas com cheiro de álcool, recém copiadas no mimeógrafo (usando papel extencil)?
Resposta - Eu adorava, pois estava acostumado. No Escritório do Belleti eu e o Miltinho Alves (o famoso Curica) passávamos o dia inteiro tocando a manivela do mimeógrafo, preparando formulários para o pessoal da Contabilidade (Cela, Caetano, Marilete, Maria Rosa Fantini, Léuri, Nenê do Prado, e outros...). As provas na EE Angelo Scarin ou EE Tonico Barão eram quase todas feitas naquele aparelhinho.

3- Não ía para a escola no dia do seu aniversário com medo de levar um ovo ou vários na cabeça?
Resposta - Não adiantava. Na primeira oportunidade a turma pegava o aniversariante, nem que fosse no meio da rua, ou em casa, escondido debaixo da cama.

4- Aumentava o rádio quando tocava Barão Vermelho, Engenheiros do Hawai e Paralamas, RPM.
Resposta - Vixe! Pelo jeito tô muito velho. No meu tempo, só a gurizada é que ouvia essas bandas. Eu ouvia um pessoal mais velho, Chico Buarque, Milton Nascimento, 14 Bis, Fagner, Caetano... Mas, ao lado do meu amigo Kaluzinho, assisti o primeiro show do Paralamas em Rio Preto. No trajeto de Salgado a Rio Preto, no fusquinha branco do Kalu, tomamos um litro de vodka. Ainda bem que não existia Lei Seca...

5- Usava caneta de 10 cores com cheiro?
Resposta - Não, porque caneta com cheiro era coisa de menina. A dos meninos também tinha 10 cores, mas só tinha cheiro de tinta...

6- Viu a Gretchen cantar Conga La Conga, o Ritchie cantar Menina Veneno.
Resposta - Vi, e achava um lixo...

7- Jogava Enduro e River Raid no Atari? E Master System?
Resposta - O mais próximo que a minha turma chegou de um videogame foi de um aparelho grande, maior que uma televisão, que nos anos 80 o Nino Giamatei colocou no bar dele (onde atualmente está o Zé do Peto). Tinha uma tela verde e dois botões, simulando uma partida de tênis. Eu não achava a menor graça naquela bolinha branca que ficava quicando e pulando para o lado contrário. Preferia jogar sinuca...

8- Tentou fazer o break do Michael Jackson?
Resposta - Eu não, mas vi o Paulo Pateta fazendo várias vezes, lá na Gangstersom.

9- Brincava de "Estátua", "Batata-quente", "Queimada", "Pega-pega", "Pique-esconde", "Estrela Nova Cela", "Forca", "Cabra-cega", "Passa Anel","Boca de Forno", Amarelinha", "Casamento Atrás da Porta" e "STOP" (Uésssstopê!!!)? hahahaha...
Resposta - Claro. Nos bancos da Praça da Matriz; no meio das ruas (com alguém vigiando para ver se não aparecia o Luiz Zoccal - comissário de menores - que acabava com a brincadeira; no páteo da EE Angelo Scarin, na quadra de futsal do Tonico Barão...

10- Tinha Melissinha, botas sete léguas, catina, conga, kichute??? E sabia que o Tênis Montreal era o único anti-micróbio?
Resposta - Eu tinha uma Sete-léguas que usava no sítio. Conga era chamado de "Rapabosta", com duas semanas de uso a sola ficava lisa, desgastada, era difícil parar em pé durante o jogo. Kichute era o sonho de consumo da garotada. O cadarço era imenso tinha que amarrar na canela, dava umas três voltas... Tênis Montreal era coisa de gente rica, só via no pé dos outros...

11- Comia "Lollo", antes de se chamar "Milkbar"?
Resposta - O melhor doce do meu tempo era uma Maria Mole dentro de uma casquinha de sorvete. Nela vinha grudado um brinde (um indiozinho ou soldadinho de plástico). Tinha também o pirulito Zorro. Chocolate havia Diamante Negro e Sonho de Valsa, mas não tínhamos dinheiro para isso não. Era melhor comprar mais Maria Mole...

12- Colecionava papel de carta?
Resposta - Eu não, mas minhas irmãs (Cláudia e Cleire) enchiam pastas com isso.

13- Usou aquelas pulseirinhas de linha ou lã?
Resposta - Menino usava de barbante.

14 -E pulava elástico?
Resposta - Claro que não. Coisa de menina...

15- Usava aquelas chuquinhas de pano da Pakalolo?
Resposta - Gente do céu, que será isso? Deve ser coisa de menina também.

16- Dançava lambada do Sidney Magal ou do Beto Barbosa? Ou corria pra dançar quando escutava a música "Chorando se foi, quem um dia só me fez choraaaar..."?
Resposta - Claro que não! Para mim, isso sempre foi lixo.

17- Usou aqueles brilhos labiais que o pote tinha forma de morango? Ou aqueles brilhos tipo da Moranguinho?
Resposta - Minhas irmãs usavam... Aliás, isso existe até hoje, minhas filhas (Luísa e Maite) usam...

18- Ploc Gigante? Chupava bala Soft? Bebia Crush? Comia bala Xaxá?
Resposta - Claro. Mas as melhores balas eram Chita, Juquinha e Kids (hum! Bala de leite Kids...) Depois apareceu um chiclete gigante, dentro vinha uns cartões com fotos de jogadores de futebol. Nunca masquei tanto quanto naquele tempo...

19 - Comprava Dip Lik, Mini-Chiclets e o pirulito que vinha com hélice, pra girar e voar (pirocóptero)?
Resposta - Esses eram ótimos, mas lá no Bar do João Careca (em Nova Castilho) não tinha.

20 - Teve o Pequeno Pônei, as Chuquinhas, Ursinhos Carinhosos, Peposo ou a Peposa?
Resposta - Minhas irmãs tinham todos esses aí...

21- Tinha os estojos com vários botões, com cola, durex, apontador... (o famoso estojo paraguaio).
Resposta - Muito caro. A maioria dos alunos da minha época tinha, dentro de um embornal de pano, um lápis, uma caneta, uma borracha e um caderno sem capa e cheio de orelhas. Se fosse meio burrinho, era chamado de MACAIA...

22- Tinha aqueles relógios que vinham com várias pulseiras de cores diferentes para trocar? (Champion)
Resposta - Que nada. Isso era coisa de gente rica...

23- Leu a Série Vaga Lume?
Resposta - Li, adorei e fiz prova sobre vários deles.

24- Tinha aquela régua que ao bater no braço se enroscava como uma pulseira, a Bate-Enrola?
Resposta - Essa eu vi, mas nunca tive.

25- Usava aqueles brincos que vinham na cartela e se colava na orelha?
Resposta - Coisa de meninas... não me lembro.

26- Tinha a mania de dançar Jazz, igual a mulher do Flashdance?
Resposta - Não, mas sapecava uma meia volta quando tocava uma do Bee Gees lá na Dromedárius ou na Gangstersom.

27- Usou polainas e tinha patins de prender nos tênis?
Resposta - Eu não. Mas a Zete Fernandes e a Verinha Ianela eram as únicas salgadenses que davam conta de andar em cima desse troço...

28- Colecionava as mini garrafas de refrigerantes??? E a mãe dizia que tinha veneno dentro para que a gente não bebesse... E os ioios da Coca-Cola?
Resposta - A molecada ficava vigiando todos os bares da cidade, ajudava a varrer, vasculhava os tambores de lixo, procurando tampinhas. Quando alguém pedia um refrigerante no balcão, logo juntava uma turma disputando a tampínha. As tampinhas eram trocadas por uma miniatura de caixa de Coca-Cola com seis garrafinhas dentro. Os iôiôs eram bacanas, mas a gente só sabia jogar no estilo Maria Mijona.

29- Respondia aos Questionários das colegas??? Normalmente, em um caderno, e a última pergunta era... De quem vc gosta? Ou...Deixa uma mensagem para a dona do caderno...
Resposta - Era a sensação da nossa turma. Chamavam-se "Enquete" e todo mundo tinha. Era assim que a gente sabia quem estava paquerando ou namorando quem... Eu era tão caipira que quase só conversava com as meninas pelas enquetes e por Correio-Elegante na Quermesse da Matriz.

30- Teve walkman AM/FM amarelo à prova d'água?
Resposta - Não, tive um radinho de pilha preto que joguei para cima quando Osmar Santos gritou o segundo gol do Brasil contra a Rússia na Copa de 82. Para ouvir o resto da Copa, tive que comprar outro, vermelho, a prestação, lá nas Lojas Ráo...

31 - Tem algum CD do Biafra (Essa aí é dose)
Resposta - Nunca tive... Mas tive um vinil do Wando, que dei de presente para o Zé Frota quando descobri que ele era super-fã do cidadão... (Moça, me espere amanhã...)

32 - Veja se vc se enquadra nesse perfil, não vale mentir...
Resposta - Mentir de que jeito!!! Nós estamos ficando velhos, meus amigos, mas não podemos deixar de lembrar os bons tempos.
33 - Repassem aos seus amigos (que estão ficando velhos...) e deixe que eles também se divirtam voltando ao passado.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Farinha do nosso saco 5

Paulo Victor, Cynara, Alexandre e Alexandre Filho.

O Engenheiro Agrônomo salgadense Alexandre Marcos Sbroggio (filho do casal Irene Beletti e Waldemar Sbroggio), reside há mais de 20 anos no Estado de Goiás. Atualmente está em Goiânia, onde atua como representante comercial da empresa Pioneer.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Farinha do nosso saco 4

Edson Dias Rodrigues com Marco Baroni, o amigo Leivinha e Samir Melli.

60 anos - O salgadense Edson Dias Rodrigues (filho do casal Teresa Rodrigues e Arnaldo Dias), que há mais de 40 reside na capital paulista, foi surpreendido no último final de semana por amigos e parentes, que se reuniram para celebrar o seu 60º aniversário. Dentre os convidados estava Leivinha, um dos maiores ídolos da torcida da S. E. Palmeiras, de quem Edson é amigo há muitos anos.

Para homenagear o aniversariante - palestrino fanático - e cumprimentá-lo pelo aniversário, localizamos no Youtube um vídeo das proezas do atacante que nos anos 70, ao lado de Ademir da Guia, Leão, Luis Pereira e César Lemos formou a 2ª Academia do Parque Antártica. Depois da Copa do Mundo de 1974 Leivinha (ao lado de Luis Pereira) jogou no Atlético de Madrid, onde ainda hoje é aclamado pelos torcedores atleticanos.

Parabéns primo Magrão.

sábado, 11 de junho de 2011

Somos Caipiras 2

No início dos anos 80 nossa turma de adolescentes costumava se reunir nas manhãs de sábado na piscina do Salgadense Esporte Clube.

Um banho relaxante para começar o dia, umas caipirinhas e uns beliscos no barzinho do clube, e os primeiros planos para a noite do sábado. Havia dias em que dali emendávamos para alguma festa na casa de alguém ou programávamos frequentar os bailes da região.

Num daqueles dias, essa turminha cercava a Professora Maria Antônia Castilho com uma série de perguntas. Ela havia acabado de chegar de uma viagem pelo Nordeste e todo mundo queria saber das novidades, ouvir contar de tudo o que havia conhecido e encontrado. A maioria dos ouvintes não conhecia muito além das barrancas do Rio Tietê. Ao nosso grupo juntaram-se outros frequentadores do clube, também interessados nas novidades narradas pela professora.

A viajante contou das praias do Nordeste, dos passeios e dos lugares encantadores que conheceu. Alguém lhe perguntou sobre alimentação.

- Passei todos esses dias comendo frutos do mar... - disse ela, exultante.

Nisso, um dos mais afoitos retrucou:

- Pelo amor de Deus, Maria Antônia, você viaja tão longe pra passar uma semana comendo fruta... Fruta a gente come aqui em Salgado mesmo...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Farinha do nosso saco 3

Vinícius e Pelé (Santiago do Chile, maio/2011) - O salgadense Vinícius Giamatei está residindo, desde o início deste ano em Hong Kong, na China. Executivo da Panalpina, grande empresa na área de logística e transporte, Vinícius representa a empresa naquele país - e é responsável pela ligação dos serviços desta com toda a América do Sul. No início deste mês esteve no Chile, onde encontrou o brasileiro mais famoso do mundo, o Rei Pelé.

Eis algumas notícias publicadas na imprensa sobre as suas atividades:

JORNAL BRASIL ECONÔMICO - Edição de 10.03.2011

Panalpina amplia atuação na rota Brasil-China
Companhia terá mais capacidade aérea e marítima para o trajeto, além de escritórios locais e executivos especializados
Cláudia Bredarioli

Tornar a China cada vez mais próxima do Brasil é o objetivo em torno do qual têm trabalhado as empresas de transporte e logística. A meta visa tentar reduzir tempo e ampliar disponibilidade nas rotas ainda escassas que ligam o mercado brasileiro ao chinês. E as companhias desse segmento têm investido pesado nessa estratégia.

A Panalpina, por exemplo, após abrir um centro de serviços em Wuhan e um escritório em Chengdu, aposta agora na abertura de um novo escritório na China, em Chingqing. A iniciativa permitirá a expansão das atividades para o oeste do país, bem como o fortalecimento de sua presença na região e no transporte de bens para o Brasil.

“Há demanda crescente no trânsito da China para o Brasil e temos conseguido identificar oportunidades para que também a rota inversa seja bem aproveitada”, afirma Karin Schoner, vice presidente da Panalpina no Brasil

Justamente por identificar essas oportunidades, a empresa investe freqüentemente na ampliação das rotas para comércio bilateral entre os dois países. Com um voo semanal - feito por um Boeing 747-400, via Estados Unidos, com capacidade para transportar 100 toneladas - iniciado no fim do ano passado, a companhia já planeja a ampliação de sua capacidade aérea nessa rota e o fechamento de parcerias com companhias marítimas de forte atuação nesse trajeto para ganhar escala e aumentar o volume transportado.

Segundo a executiva, outra demanda dos exportadores que enviam mercadorias da China para o Brasil tem sido com relação aos trâmites burocráticos. “Por isso optamos por enviar um profissional brasileiro para a China. Ele vai atuar dando prioridade à logística de entrada de produtos no Brasil, mas também vai em busca de novas oportunidades para a saída de mercadorias brasileiras com destino ao continente asiático.”

Panalpina atende principalmente ao mercado automobilístico e às grandes indústrias voltadas para o consumo varejista, como Unilever e Procter & Gamble. Na rota contrária, a prioridade é para a exportação de grãos.

O executivo do Brasil escolhido para acompanhar de perto o crescimento do mercado chinês e aproveitar a expansão da marca na Ásia foi Vinicius Giamatei — o novo responsável pela rota Ásia-Pacífico-Mercosul. O executivo ficará baseado em Hong Kong. “Com essa nova estrutura, a Panalpina Brasil busca aumentar sua participação no mercado asiático e melhorar ainda mais o nível de serviços oferecidos aos seus clientes”, afirma Vinícius Giamatei.

A partir do novo destino a ser atendido na China, à empresa poderá oferecer mais serviços de transportes terrestres, uma ampla malha aérea global e acesso a portos oceânicos internacionais via rio Yangtze. Para ampliar o fluxo, a Panalpina também aumentou sua malha rodoviária até Europa e Rússia.

Presente na China há 35 anos e há 10 operando na região oeste do país, a Panalpina está envolvida com o crescimento local e com a expansão de sua marca na região. Hoje, a empresa conta com20 filiais e 1,5 mil funcionários na Grande China. Com sede na Suíça, a Panalpina possui 500 unidades em 90 países. Em mais de 60 países, trabalha em cooperação com empresas parceiras selecionadas. O grupo emprega mais de 15 mil pessoas em todo o mundo. Atuando Brasília 33 anos. Instalada em São Paulo, onde está sede do Centro Regional para a América Latina, a empresa possui 14 escritórios próprios na região.
 
 
PORTAL JOBLOG (www.joblog.com.br)
 
Panalpina
Novo trade lane manager
A Panalpina Brasil designou Vinicius Giamatei para o cargo de trade lane manager para a rota Ásia-Pacífico-Mercosul, como parte dos investimentos da companhia na China. O executivo, que ficará baseado em Hong Kong, é formado pela Universidade Ibero-americana e pós-graduado em Logística Empresarial pela Fundação Antonio Alvares Penteado (FAAP). Giamatei atua em logística há 11 anos e passou por empresas como Semp Toshiba, Siemens e Kuehne-Nagel.



Panalpina na China

Desde o início deste ano, o executivo brasileiro da Panalpina Vinícius Giamatei está estrategicamente baseado em Hong Kong para acompanhar de perto o crescimento do mercado chinês. A presença do brasileiro na China tem como objetivo desenvolver ainda mais soluções baseadas na rota Ásia-América do Sul.

Em fevereiro, a Panalpina abriu um novo escritório em território chinês, em Chingqing, como parte do plano de expansão de suas atividades no oeste do país e fortalecimento de sua posição na região. A partir desse destino, a empresa passou a oferecer aos clientes um mix estratégico de transportes terrestres, ampla malha aérea global e acesso a portos oceânicos internacionais via rio Yangtze, além de aumentar a malha rodoviária até a Europa e Rússia, atendendo a uma demanda local chinesa.

Atuando no mercado chinês há 35 anos, a empresa totaliza 20 filiais e 1.500 funcionários na Grande China.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Farinha da boa


Flávio Rodrigues no El Noticiário Flamenco

Inauguramos a seção "Farinha do nosso saco" com o músico Flávio Rodrigues e hoje recebemos a notícia de que ele acaba de conquistar três importantes prêmios na Espanha, recebendo os prêmios principais do FestMad (Festival de Madrid), tornando-se a grande revelação do evento.
Confira a notícia AQUI.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Farinha do nosso saco 2


Gustavo e Neymar (Santos/2010) - Em homenagem aos campeões paulistas de 2011, nossa seção destaca o salgadense Gustavo Marzochi, que atuou nas categorias de base do Santos Futebol Clube, e sempre retorna à Vila Belmiro para rever os amigos. Parabéns aos peixeiros pela conquista.
(foto: Álbum de Gustavo Marzochi)

Farinha do nosso saco 1


Farinha do nosso saco é uma nova seção que inauguramos no Proseando, destinada a mostrar salgadenses de destaque esparramados pelo mundo. O primeiro deles, para nossa satisfação, é o músico Flávio Rodrigues, um dos mais consagrados guitarristas da música flamenca.

Neto do pioneiro Hipólito Ludgero Marques, filho de Suely e Simão Marques, o músico Flávio Rodrigues nasceu na capital paulista em 12/04/1979, e interessou-se pelo violão aos cinco anos de idade. Em 1992 ingressou na Escola Livre de Música "Groove", estudando Música Popular Brasileira e Jazz com o maestro Leyve Miranda. Em 1994 começou a estudar guitarra flamenca no Centro Flamenco Pepe de Córdoba, em São Paulo, com o professor e violonista Fernando de la Rua. Em 2000 mudou-se para Madrid, Espanha, iniciando nova etapa em sua carreira, trabalhando e compartilhando o cenário musical daquele país com grandes figuras da música flamenca e também da música brasileira, como Filó Machado, Carlinhos Antunes, Giana Viscardi, Yamandu Costa, Flavia-N, Sizao Machado, Nana Vasconcelos, Renato Martins, Thiago Espirito Santo, Alex Buck, etc. Hoje em dia, é um dos mais renomados músicos do gênero em toda a Europa, participando de grupos, colarando com artistas de diferentes estilos e países. Foi indicado e recebeu diversos prêmios. Colaborou com produções teatrais e cinematográficas.

Outras informações (inclusive diversos vídeos) sobre ele podem ser obtidas nos seguintes endereços:

Twitter:
http://twitter.com/frproduction
MySpace:
www.myspace.com/flarodrigues
YouTube:
http://www.youtube.com/user/flarodrigues
Facebook:
www.facebook.com/flaviorodriguesflamenco
LinkedIn:
http://es.linkedin.com/in/flarodrigues
Uplaya:
http://uplaya.com/artists/flaviorodrigues/info

No dia 15 de abril de 2011 Flávio recebeu visitantes brasileiros ilustres nos bastidores do seu show em Madrid. Confiram:
 
Flávio e Raí - eterno ídolo do São Paulo Futebol Clube.

Flávio e Elias, ex-Corinthians, atualmente jogando no Atlético de Madrid.
(fotos: Álbum de Flávio Rodriguez)

domingo, 1 de maio de 2011

Entrevista

De 2004 a 2009 exerci dois mandatos consecutivos como Presidente da 27a. Subsecção da OAB/MS de Chapadão do Sul (MS). Representar meus colegas advogados numa das entidades mais respeitáveis do país foi uma grande honra.

Em janeiro de 2008 concedi, ao site oficial da entidade uma entrevista que reproduzo adiante, apenas para preservar o seu conteúdo. Eis oi inteiro teor da matéria:

ENTREVISTA: Carlos José Reis de Almeida, presidente da 27ª Subsecção da OAB/MS - Chapadão do Sul
29/01/2008 - 07:20 - Fonte: Marco Eusébio, da assessoria da OAB/MS

Campo Grande (MS) – Seguindo determinação do presidente Fábio Trad de valorização da advocacia do interior, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), está realizando através de sua Assessoria de Imprensa entrevistas com os presidentes das subseções da OAB sediadas em 30 regiões que atingem todo o estado. O advogado Carlos José Reis de Almeida, presidente da 27ª Subseção da Ordem, sediada em Chapadão do Sul, é um dos entrevistados.

Leia a íntegra da entrevista:

OAB/MS – Em que medida o advogado sul-mato-grossense pode contribuir para o aperfeiçoamento dos mecanismos de prestação jurisdicional?

Carlos José – Num primeiro momento, buscando a solução rápida do litígio, o que pode ser feito mesmo antes do ajuizamento da causa, ou logo em seguida, evitando que o processo se arraste de modo injustificado. Depois, debatendo e apontando as deficiências, sugerindo atitudes concretas para o aprimoramento do Poder Judiciário.

P – Em sua opinião, como deve ser o relacionamento entre advogado e juiz?

R – Sempre respeitoso e cortês, sem qualquer tipo de subordinação. É preciso ter em mente que acima de tudo está o interesse do jurisdicionado, que deve ser preservado. O cliente nunca contrata o advogado para que este se desentenda com o magistrado.

P – A que o senhor atribui o expressivo número de inadimplentes, mesmo a OAB/MS promovendo uma série de campanhas e oferecendo várias alternativas de pagamento?

R – À ausência de conseqüências mais severas para o inadimplente. Acho, no entanto, que a OAB-MS deveria promover uma pesquisa para identificar, dentre os inadimplentes, o percentual de advogados atuantes e aqueles que, apesar de inscritos, não militam. Isso permitiria encontrar alternativas para a cobrança.

P – Em sua subseção, quais são as principais características da atuação da OAB e qual é o perfil do advogado local?

R – Considerando-se a complexidade das causas que usualmente tramitam na comarca, os advogados sul-chapadenses mostram-se constantemente atualizados e preparados. Temos escritórios com condições e capacidade para prestar todo tipo de assessoria, consultoria e assistência jurídica, em todos os ramos do direito. A subsecção local da OAB-MS tem procurado contribuir para o desenvolvimento da comarca, participando ativamente dos procedimentos necessários ao bom funcionamento do Judiciário, como a elevação, a criação da Zona Eleitoral, e atualmente, solicitando do TRT a instalação de um posto avançado da Vara do Trabalho.

P – Se o senhor elegesse uma prioridade a ser trabalhada pela sua subseção, qual seria?

R – No ano corrente, contribuir para a lisura do processo eleitoral, fiscalizando e exigindo o estreito cumprimento das leis.

P – Qual é a sua opinião a respeito do Conselho Nacional de Justiça?

R – Sempre concordei com sua criação e acredito que suas decisões têm contribuído para o aperfeiçoamento do Judiciário.

P – O senhor concorda que a OAB/MS seja a primeira instituição a proibir todo e qualquer tipo de voto secreto. Por quê?

R – O voto secreto deveria ser abolido de todas as esferas do poder público e também da OAB. Num sistema democrático amadurecido como o nosso, por uma questão de aplicação dos princípios da democracia, não vejo nada que justifique a manutenção do voto secreto.

P – Quais os principais desafios do advogado contemporâneo em um cenário de restrição de mercado profissional e enorme contingente de bacharéis?

R – O mercado profissional da advocacia sempre foi e sempre será competitivo. Na atual conjuntura, dificilmente haverá diminuição no contingente de bacharéis. Então, o principal desafio é manter-se preparado para prestar serviços qualificados.

P – Sobre o Exame de Ordem, qual é o seu pensamento a respeito de sua legalidade, necessidade, qualidade e alcance?

R – O Exame de Ordem é extremamente necessário, primeiro, para incentivar os acadêmicos a buscarem melhor formação. Depois, para dar um mínimo de segurança aos jurisdicionados. Acho que a OAB também deve exigir do MEC intensa fiscalização na qualidade dos cursos de Direito, coibindo e punindo aqueles que não se mostrem capazes de formar bons profissionais.

P – Sobre a dupla função da OAB, institucional e corporativa, qual é o seu pensamento a respeito da forma de atuação da entidade: deve ser mais corporativa ou institucional? Por quê?

R – A OAB deve ser corporativa sem corporativismo, e sem jamais se esquecer que é no campo institucional que ela se mostra cada vez mais forte e respeitada como entidade de defesa do estado democrático de direito.

P – O senhor concorda com a avaliação de que em algumas causas o advogado é dispensável? Por quê? Qual seria a forma mais eficaz de combater esse problema?

R – Neste ponto, invoco o Artigo 133 da Constituição Federal: o advogado é sempre indispensável, não importa o tipo de causa. A solução do problema exige atuação intensa e incisiva da OAB perante o Poder Legislativo, para que a legislação seja modificada.

P – Qual é o seu conceito de advocacia?

R – A advocacia é um sacerdócio.

P – Se fosse definir a sua profissão de advogado em uma só palavra, qual seria?

R – Legalidade.

P – Quais as principais dificuldades do dia-a-dia da profissão em sua cidade?

R – A principal ainda é a demora da prestação jurisdicional. Em grau singular, as dificuldades existentes foram praticamente superadas com a elevação da comarca e a recente instalação da Segunda Vara. No âmbito do TJMS, porém, as dificuldades persistem, com recursos que demoram de 3 a 4 anos para serem apreciados. Espera-se que o Tribunal continue buscando medidas para aperfeiçoar o sistema.

P – De que forma o advogado deve promover a defesa de suas prerrogativas no dia-a-dia da profissão?

R – Todos os operadores do direito precisam conhecer bem os direitos do advogado. Tanto o advogado como o magistrado, o delegado de polícia e o promotor de Justiça. O estudo do Estatuto da Advocacia deveria constar do Plano de Ensino de todas as faculdades de Direito do país. Conhecer bem seus direitos e exigir que sejam observados é a forma que o advogado tem para defender suas prerrogativas.

P – Qual é a sua opinião a respeito da tese defendida por alguns segmentos jurídicos de que a OAB deveria ser fiscalizada pelo Tribunal de Contas? Por quê?

R – Essa tese não encontra amparo no Estatuto da Advocacia ou na Constituição Federal. A função pública na OAB, definida no inciso I do Artigo 44 do Estatuto, não tem nada a ver com as funções próprias da Administração Pública. Nem toda atividade pública é atividade estatal, e a fiscalização do Tribunal de Contas deve recair apenas sobre as entidades estatais.

P – A que o senhor atribui o fato de haver advogados que confundem advocacia criminal com advocacia criminosa?

R – À falta de preparo do profissional, mas também, ao pequeno número de advogados punidos pelo mau exercício da profissão.

P – O senhor é a favor ou contra o terceiro mandato do Presidente Lula? Por quê?

R – Absolutamente contra. De um modo geral, oponho-me a qualquer tipo de reeleição. A alternância dos administradores refrigera as instituições públicas e diminui as oportunidades para o cometimento de improbidades administrativas.

P – Em sua opinião, como a OAB poderia reagir à tentativa de um terceiro mandato ao Presidente Lula?

R – De todas as formas possíveis e imagináveis, mas principalmente, exigindo que o Poder Legislativo cumpra sua função e mantenha inalterada a Constituição Federal.

P – O senhor vê riscos à democracia brasileira com o respaldo popular do chavismo (do presidente Hugo Chaves, da Venezuela) e afins?

R – Acho que a democracia brasileira é madura o suficiente para manter-se autônoma e não se deixar influenciar pelos maus exemplos. Porém, considero que o governo atual encontrou uma forma de política assistencial que é muito perigosa para o país. Primeiro, porque o eleitor brasileiro, de uma forma geral, não tem consciência da importância de seu voto e, com isso, escolhe como representantes pessoas totalmente despreparadas. Segundo, a formação dos poderes administrativos com esse tipo de gente aumenta as oportunidades de corrupção. E por fim, temos um círculo vicioso que só pode ser quebrado com a renovação constante dos quadros administrativos.

P – Na condição de advogado e cidadão, qual é o conselho que daria a um advogado iniciante?

R – Que sempre faça por merecer a confiança do cliente.

CONHEÇA SEU PRESIDENTE

A pessoa que mais admira na profissão...
R – Evandro Lins e Silva.

Um defeito imperdoável em um advogado...
R – Vaidade.

Uma qualidade indispensável em um advogado...
R – Honestidade.

Momento mais decepcionante na profissão...
R – A condenação de um cliente sabidamente inocente.

Momento mais emocionante na profissão...
R – No primeiro júri, a sensação de alívio após a contagem dos votos dos jurados.

Seu modelo de magistrado...
R – Jackson Aquino de Araújo, pela eficiência profissional e pelo respeito à advocacia.

Sua maior ambição na advocacia...
R – Aprender cada vez mais.

Em uma palavra, defina:

OAB.
R – Legalidade.

Ensino Jurídico em MS.
R – Melhorando.

Estrutura do Poder Judiciário em MS.
R – Boa.

Sua posição política (direita, centro, esquerda).
R – Centro.

Seu maior líder político.
R – Rui Barbosa.

Sua maior "saia justa" na carreira.
R – Um delegado paulista que negou socorro médico a um cliente injustamente preso e agredido por policiais militares.

Obra jurídica que marcou a sua formação profissional.
R – O Dever do Advogado – Rui Barbosa.

O maior susto no exercício da profissão.
R – Não me lembro de nenhum.

Do que se arrepende na sua carreira profissional.
R – De nada.

Na sua visão, para o sucesso profissional:

Estudo vale?
R – É essencial. Mesmo depois de formado o advogado precisa de atualização constante.

Sorte vale?
R – Muito pouco. A sorte é companheira da oportunidade e as oportunidades só aparecem para quem está preparado.

Preparo físico vale?
R – Desde que seja sinônimo de boa saúde.

Estrutura emocional vale?
R – Vale muito, uma vez que um litígio judicial geralmente acontece quando as partes envolvidas já se desgastaram emocionalmente.

Cultura filosófica vale?
R – Sim, considerando-se que contribui para a boa formação do profissional, para a constante renovação do conhecimento, tão necessário ao advogado.

Ser poliglota vale?
R – Ajuda um pouco.

Ser sociável vale?
R – Vale muito.

Falar de improviso vale?
R – Ajuda muito, mas escrever bem ajuda muito mais.

Conhecer outros países vale?
R – Muito pouco.

Vestir-se bem vale?
R – Ajuda um pouco.

Atuar na política classista vale?
R – Acho que é importante para o advogado, mas não acredito que tenha muito a ver com sucesso profissional.

Só falar a verdade o tempo todo, doa a quem doer, vale?
R – Nem sempre.

Saber ouvir vale?
R – Vale muito. Ás vezes o cliente quer apenas desabafar.

Conhecer o latim vale?
R – Hoje em dia não vejo importância nisso. Conhecer o português é muito melhor.

Ser conhecido do juiz vale?
R – Para o sucesso profissional não.

Freqüentar eventos sociais vale?
R – Não acredito.

Escrever artigos na imprensa vale?
R – Contribui.

Fazer teatro vale?
R – Só como forma de preparação, como exercício de desinibição.

Ler Kafka vale?
R – Vale a pena ler qualquer um dos grandes escritores: Kafka, Cervantes, Hemingway, Dostoiévsky, Sartre...

E Monteiro Lobato vale?
R – Monteiro Lobato, Guimarães Rosa, Érico Veríssimo, Mário Palmério...

Se o seu filho lhe pedisse o maior de todos os conselhos, o que lhe diria?
R – Use suas asas, mas nunca se esqueça de que tens raízes.